domingo, junho 24, 2012

Assentamento judaico ensina crianças a atirar contra palestinos!

Gush Etzion é um assentamento israelense localizado no território palestino da Cisjordânia. Mas o local está gerando controvérsia ao oferecer aos turistas um mórbido campo de treinamento “antiterrorista”.

Michel Brown, 40, um banqueiro de Miami, escolheu levar sua esposa e três filhos para o local conhecido como “Caliber 3” com o objetivo de “ensinar-lhes valores”. Ao entrar, ouvem o guia israelense gritar “Mexam-se!”. “Destrua os terroristas”, ordena, apontando para alvos de papelão.

A filha de Brown, Tamara, cinco anos, explode em lágrimas. Meia hora depois, ela está segurando uma arma e disparando balas de barro como um atirador profissional.

“Isso faz parte de sua educação”, diz Michel, orgulho. “Eles devem saber de onde vêm e também podem sentir alguma emoção”. “Ouvimos na TV sobre tiroteios na Cisjordânia” diz a mãe, Olga Brown. “Agora, viemos para ver ao vivo”.

Seu filho, Jacob, 24, apanha o seu rifle e exclama: “Esta é uma experiência incrível, aprendi a parar um terrorista e como resgatar reféns. Quando estiver em apuros, saberei como agir”.
Esse “divertimento do terror” tem crescido em popularidade. Os pacotes são vendidos aos interessados sob o enigmático nome de “Turismo Hebraico Extremo”.

Eles oferecem uma série de atividades que incluem: ouvir histórias sobre batalhas, ver ao vivo o desempenho de especialistas em tiro e a oportunidade de praticar técnicas antiterrorista que incluem disparos contra alvos. No final de um dia cheio de emoções, os turistas recebem um diploma indicando que concluíram um “curso de tiro básico”. Chama atenção o fato de que a idade mínima para participar das atividades é cinco anos.

Sharon Gat, gerente do Caliber 3, diz que todos os instrutores do local serviram nas unidades de elite do Exército de Israel. “Este é um programa especial criado devido à demanda popular”, diz Gat. “Viajantes de todo o mundo vêm aqui para conhecer antigos combatentes e ouvir histórias sobre unidades de elite. É uma experiência única na vida”.

Um dos instrutores, que atende pelo nome de Shay conta que ajudou a resgatar os passageiros de um vôo da Air France, sequestrado em 1976. Logo em seguida, acrescenta: 

“Suponha que o terrorista na minha frente tem uma arma automática. Ele pode descarregar um cartucho em 2,8 segundos, o que significa que têm você terá menos de três segundos para derrubá-lo. E é isso que vou fazer”.
Ele se vira e aloja uma bala certeira na cabeça de cada alvo de papelão, sendo fortemente aplaudido.

Shay entrega uma arma falsa para o aluno Brian, 14, que ouve do instrutor: “Sua mãe não vai estar lá para proteger você, então levante-se e lute como um homem. Você está pronto para derrubar um terrorista?”.

“Sim, eu estou”, responde Brian. Um por um, ele e os outros turistas-soldados colocam seus óculos de proteção e recebem um rifle Tavor ou um M16 e seguem para a linha de tiro.
David Pearl, que dirige o Conselho Regional de Gush Etzion, observa que esse tipo de experiência está transformando o distrito em uma “jóia do turismo”.

Porém, as críticas têm chovido por conta da constatação que as imagens de papelão penduradas na parede são chamadas de “mechablim”, palavra usada para terroristas em hebraico. Mas na linguagem popular em território israelita, este é um sinônimo para “palestino”.

As lideranças palestinas acusam o governo de Israel de estar usando isso para disseminar o ódio contra o povo palestino.
Fonte: IAnotícia

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