segunda-feira, julho 29, 2013

Experimentos americanos com humanos

No passado dos Estados Unidos muitas experiências desumanas afetaram tanto a outros países como a seus próprios cidadãos.

Na lista abaixo listamos as mais cruéis.

01 - Mkultra - Subprojeto 68

O projeto MKULTRA da CIA pretendia encontrar métodos para controlar a mente. Foi o Doutor Donald Ewen Cameron quem conduziu as experiências do Subprojeto 68.

Em seu Instituto Memorial Allen, em Montreal, o Doutor submetia os seus pacientes internados com depressão bipolar ou transtornos de ansiedade, a uma terapia que lhes deixou sérios danos e alterou suas vidas de maneira irreparável.

Entre 1.957 e 1.964, Cameron submeteu seus pacientes a uma terapia electroconvulsiva, eletrochoque, que ultrapassava em 30 a 40 vezes as normais.

Pacientes eram induzidos a um estado de coma durante meses, com a ajuda de drogas, além de fitas com declarações simples ou ruídos repetitivos. As vítimas esqueceram quem eram seus pais, como falar, sofreram amnésia grave.

Tudo isso continuou no Canadá porque a CIA provavelmente considerava muito arriscado realizar estas práticas em americanos.

Para garantir que o projeto continuaria sendo financiado, Cameron envolveu crianças nas experiências e, em uma ocasião, induziu um menino a ter relação sexual com um alto funcionário governamental. A gravação desta cena foi utilizada para fazer chantagens.


02 - Soldados em câmara de gás de mostarda

A medida em que se intensificava a investigação das armas químicas nos anos 40, o Governo dos EUA não vacilou na hora de envolver militares em suas experiências.

Para provar a eficácia das armas e métodos de defesa, utilizava-se gás mostarda e outros produtos químicos que deixavam queimaduras na pele e arruinavam os pulmões sem que os soldados consentissem ou conhecessem o experimento.

Provaram máscaras anti-gás e roupas de proteção, prendendo soldados em câmaras de gás, uma prática que evoca imagens da Alemanha nazista.

Entre os agentes químicos utilizados se encontrava a lewisita, composto que facilmente penetra na roupa e até na borracha.

Em contato com a pele, o gás imediatamente provoca uma dor extrema, coceira, inchaço e prurido. As vesículas ficam cheias de líquidos, doze horas após a exposição, em forma de queimaduras químicas. E isso só pelo contato do agente com a pele.

A inalação do gás provoca uma sensação de queimação nos pulmões, espirros, vômitos e edema pulmonar.

No que se refere ao gás mostarda, os seus efeitos são assintomáticos, até cerca de 24 horas após a exposição. Os efeitos primários incluem queimaduras graves que se desenvolvem ao longo do tempo em bolhas cheias de líquido amarelo.

O gás mostarda possui propriedades mutagênicas e cancerígenas que matou muitas pessoas expostas. Embora haja tratamento disponível, as queimaduras do gás mostarda se curam lentamente e são extremamente dolorosas. As queimaduras do gás deixam na pele danos irreparáveis.


03 - Pulverização de cidades com agentes químicos

A CIA espalhou o vírus da coqueluche na Bahia de Tampa Bay, usando barcos. Como consequência, uma epidemia se espalhou matando 12 pessoas.

A marinha pulverizou San Francisco com patógenos bacterianos e, portanto, muitas pessoas sofreram pneumonia.

O Exército lançou milhões de mosquitos portadores da febre amarela e da dengue sobre Savanah, estado da Geórgia, e Aon Park, estado da Flórida. O enxame provocou muitos problemas na população: problemas respiratórios, febre tifoide e natimortos.

Depois destes ataques, chegaram militares disfarçados de profissionais da saúde para as áreas afetadas. Enquanto eles ajudavam as vítimas, sua intenção secreta era estudar e registrar os efeitos, a longo prazo, de todas as doenças provocadas.


04 - Infecção da Guatemala com doenças sexualmente transmissíveis

O Governo da Guatemala informou que mais de 2.000 pessoas foram infectadas com sífilis, gonorreia ou cancro mole, sem o seu conhecimento (de acordo com outros dados, mais de 5.000 pessoas da Guatemala) na década de 40, enquanto os EUA estimaram em pouco mais de 1.300 pessoas.

O objetivo desses experimentos, dirigidos pelo médico americano John Cutter, era averiguar se a penicilina poderia prevenir enfermidades de transmissão sexual, para isso, utilizaram prostitutas, ex-militares, enfermos mentais, órfãos, e prisioneiros.

As experiências que nunca foram publicadas, ficaram conhecidas em 2.010, depois de uma professora da Universidade de Wellesley, Susan Reverby, encontrou-se com eles acidentalmente.

Não foi encontrado nenhum relatório sobre os resultados do experimento mas, sim, há dados pessoais dos pacientes e condições médicas, segundo o qual houve ao menos 83 vítimas mortais.


05 - LSD

A CIA realizou, entre 1953 e 1964, experiências com milhares de civis e militares dos EUA, com a droga alucinógena LSD e outras substâncias, sem que eles soubessem o que estavam fazendo.

Segundo um recente vazamento de documentos secretos da agência, além do Exército, algumas experiências foram realizadas em praias, bares e restaurantes, onde supostamente colocaram os narcóticos nas bebidas dos clientes.

Durante uma década a CIA realizou experimentos clandestinos, observando o seu comportamento. Algumas vítimas que participaram dos testes, sofreram convulsões e paranoia, outros morreram.


06 - Agent Orange (Agente Laranja) contra os prisioneiros

Além de usar amplamente como desfolhante, o produto tóxico, durante a Guerra do Vietnã, que produziu várias enfermidades e mutações genéticas nas gerações posteriores, o governo americano testou o "agente laranja" em prisioneiros voluntários de uma prisão na Filadélfia, fazendo passar por uma investigação investigação dermatológica.

As experiencias foram realizadas entre 1.951 e 1.974, foram dirigidas pelo Doutor Alberto Kligman. Os presos recebiam pagamentos para permitir aplicação de injeções de dioxina, um dos componentes do agente laranja. Entre os efeitos que sofreram estavam erupções (chroracne) nas bochechas, atrás das orelhas, axilas e virilha.

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