quinta-feira, agosto 29, 2013

Câmara corrupta protege parlamentar presidiário. É Fato!

Em votação secreta realizada ontem (28/08/2013), a Câmara dos Deputados rejeitou a cassação do mandato do deputado federal Natan Donadon, atualmente sem partido.

Dos 405 parlamentares presentes à sessão, 233 votaram pela cassação, acatando parecer aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça, número insuficiente para decretar a perda do mandato de Donadon, já que para isso eram necessários 257 votos.

O que se lamenta é o número de abstenções (41) e de votos pela manutenção no Parlamento de um bandido que desde 28 de junho está trancafiado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, cumprindo pena de 13 anos de reclusão pela prática dos crimes de peculato e formação de quadrilha pelo Supremo Tribunal Federal - STF, decisão que já transitou em julgado.

Dizem que bandido que rouba ladrão tem 100 anos de perdão. Será que a máxima também se aplica ao parlamentar corrupto que protege outro parlamentar corrupto? A resposta, com certeza, está nas ruas, onde devemos buscar o fim da votação secreta, esse artifício sujo e imoral que o Parlamento brasileiro utiliza para acobertar e proteger criminosos. Somos o primeiro país do mundo a ter um deputado presidiário. Vergonha Nacional!

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Ex-subsecretária de Bush pai fala sobre o GOVERNO SOMBRA e de tecnologias avançadas, uma delas são as construções de óvnis

Ex-subsecretária de Bush Pai, confirma a existência do "Governo Sombra".



Catherine Austin-Fitts foi subsecretária de Habitação no início do governo de George Bush pai.

Oriunda da diretoria do banco de investimentos Dillon, Read & Co. (posteriormente incorporado pelo suíço UBS), era responsável pela Administração Federal de Habitação (FHA), então o maior fundo de seguros hipotecários do mundo.

Em 1990, foi demitida, depois de ter deparado com um vasto sistema de desvio de recursos para o chamado “orçamento negro” (black budget), destinado ao desenvolvimento de projetos de inteligência e tecnológicos sem supervisão do Congresso. Na iniciativa privada, foi uma das primeiras a advertir sobre a expansão da bolha hipotecária que deflagrou a crise de 2007-2008, e tem denunciado sistematicamente as fraudes que ocorrem rotineiramente no sistema financeiro encabeçado pelo Sistema da Reserva Federal, inclusive, a sua estreita vinculação com o tráfico internacional de drogas e outras atividades ilícitas. Em recente entrevista ao jornalista econômico alemão Lars Schall, postada no site deste, em 1º. de agosto, ela proporciona uma autêntica aula magna sobre a existência e o funcionamento de uma estrutura de governo mundial, que opera, principalmente, nos EUA e na Europa, à qual chama o “governo sombra” (shadow government).

Provocada sobre o fato de que as suas denúncias lhe têm garantido numerosas acusações de ser uma “teórica da conspiração”, devolveu:
Bem, a coisa é que temos uma realidade oficial e a realidade, são duas coisas diferentes…
O meu entendimento do mundo emergiu de trabalhar em Wall Street e para o governo. Eu passei vários anos em disputas judiciais com o governo federal e a minha experiência pessoal é a de que o mundo é movido por decisões quietas tomadas silenciosamente em vários grupos e, em seguida, implementadas dessas maneiras – é assim que o mundo funciona, este é o princípio organizacional básico… A linha divisória de classes, nos EUA de hoje, é entre as pessoas que criam, administram e se engajam no que alguns chamam conspirações, enquanto todo o restante é treinado para ser incapaz de fazer o mesmo, porque esta é a base do poder versus a impotência. Então, eu venho de um mundo onde ser capaz de se reunir com outras pessoas, organizar planos, implementar estes planos e fazer isto silenciosa e secretamente, é a base do exercício e do acúmulo de poder mundial. Por isso, quando eu ouço pessoas sendo depreciativas sobre as conspirações, no mundo em que me criei, isto representa, simplesmente, um sintoma de que elas concordaram em ser impotentes e fazer disto um distintivo de honra.

Segundo ela, tais grupos de poder configuram um “governo sombra”:
A coisa contra a qual estamos lutando é que não é realmente claro qual é o sistema de governança no planeta Terra e como ele funciona. O que sabemos é que as nações soberanas têm o poder de cobrar impostos e grandes orçamentos. A realidade é que essas nações soberanas não estão no controle e não estão dirigindo as coisas… Eu acho que o sistema de governo é, na melhor das hipóteses, obscuro e, na minha experiência de trabalho como funcionária governamental, as decisões são tomadas fora do governo e transmitidas ao governo. O governo trabalha para o “governo sombra”… O que estamos presenciando é uma grande centralização de controle político, e parte disto é que a tecnologia permite esse tipo de consolidação fantástica em lugares centralizados. (…)

A propósito das estreitas vinculações entre o sistema financeiro e o aparato de inteligência que foi exposto pelas recentes denúncias sobre a Agência de Segurança Nacional (NSA) estadunidense, afirmou:
Primeiro, lembre-se que, no mundo desenvolvido, nós temos aliados que tanto competem como cooperam entre si. É muito ruim para os negócios deixar os nossos aliados saberem que, basicamente, você está praticando golpes sujos contra eles, no jogo da guerra econômica. Esta é uma realidade particularmente desconfortável para os EUA, porque eu acho que os estadunidenses têm sido muito bons nesse jogo. Segundo, agora, nós temos um sistema financeiro que é muito dependente de um sistema de gerenciamento dos mercados.
A NSA e os sistemas de vigilância correlatos já estão muito além, eles não são mais uma maquinaria para treinamento de insiders para a guerra de equipamentos, eles se tornaram algo muito mais pró-ativo. Eles estão descobrindo como gerenciar os mercados, de uma forma ampla e geopoliticamente. Então, temos agora algo que está inventando os mercados, inventando a economia e direcionando a economia… Passamos de uma máquina de vigilância para uma máquina de manipulação dos mercados e para uma máquina de criação de mercados. (…)

Para os que ainda mantêm ilusões sobre o funcionamento “livre” dos mercados financeiros, ela as desfaz com um balde de realidade fria, ao responder uma pergunta sobre os intercâmbios de informações privilegiadas (insider trading) entre bancos e agências de inteligência:
(…) Neste exato momento, o governo federal tem como seu depositário a Reserva Federal de Nova York. Então, você tem um banco privado que é o banqueiro do governo e, essencialmente e de várias maneiras, controla as contas do governo. Agora, este banco central está imprimindo papel e ninguém irá pegar este papel, a menos que as Forças Armadas dos EUA garantam que todos farão isto. Então, estamos falando de um híbrido que é bastante integrado em uma única coisa. 
A Reserva Federal de Nova York representa, na realidade, os seus bancos membros, que atuam como agentes e, por intermédio da Reserva, estão gerenciando o Fundo de Estabilização de Câmbio, que é a mãe de todos os fundos para operações encobertas e fundos de intervenção nos mercados, mas também estão implementando diretrizes de segurança nacional no mercado… Então, essas agências e instituições estão atuando juntas, como se fossem um único cartel. Isto vai muito além de informações privilegiadas… O que eles criaram, pelo menos nos EUA, é uma maquinaria de colheita. Os EUA têm 3.100 condados e o que temos é uma maquinaria que cultiva cada um deles para uma variedade de propósitos governamentais e do orçamento negro. Em muitos condados, a economia é projetada para gerar dinheiro para o orçamento negro, mais do que para otimizar a economia.

Não obstante, para Austin-Fitts, a crise global representa uma oportunidade, pois estamos atravessando um extraordinário período de mudanças… Estamos deixando de ser divididos entre desenvolvidos e não-desenvolvidos e entrando numa economia mais mundial. Este reequilíbrio é uma mudança bastante significativa… Estamos mudando o nosso modelo. No mundo desenvolvido, nós dizíamos, basicamente, vamos ser democracias, mas vamos financiar as nossas democracias percorrendo o planeta, matando todo o resto e pegando baratos os seus recursos naturais. Agora, temos que converter-nos num modelo em que o que for feito a um será feito a todos, e isto é parte desse reequilíbrio, acho que é uma grande mudança.

Embora sem proporcionar detalhes, ela comenta ter deparado, em suas investigações, com o desenvolvimento encoberto de tecnologias de propulsão espacial muito mais avançadas do que as oficialmente reconhecidas como sendo o estado da arte dos EUA:
A maneira em como me interessei no programa espacial foi que eu estava seguindo as pistas de fraudes e extraordinárias quantidades de dinheiro que desapareciam dos programas de hipotecas do governo federal e desaparecendo do [Departamento do] Tesouro. Isto me levou a investigar o orçamento negro. Mas quando você começa a investigar o orçamento negro, o que você começa a compreender é que a primeira história de cobertura para ele é a incompetência e a segunda, a corrupção. Porque, de fato, estamos falando de um processo institucionalizado de desviar dinheiro da economia aberta, seja no nível governamental ou nas comunidades, por meio do crime organizado e coisas como as fraudes com hipotecas – e estamos falando de dinheiro numa escala enorme. Não estamos falando de Ferraris e contas em paraísos fiscais para parceiros de Wall Street, estamos falando de trilhões e trilhões de dólares que estão indo para algum lugar.
Na medida em que comecei a estudar o orçamento negro e para onde o dinheiro estava indo, numa escala extraordinária, comecei a investigar os diferentes relatos sobre a construção de instalações subterrâneas e a construção de naves espaciais que funcionam como dizem que os funcionam os OVNIs [objetos voadores não-identificados]. (…)
(…) Então, essas tecnologias estão sendo desenvolvidas há algum tempo e um dos nossos desafios, como planeta, é que existe uma enorme divisão na população, entre pessoas que estão avançando rapidamente, fazendo coisas de tecnologia muito avançada, inclusive, por meio do orçamento negro, e uma população muito maior que, se está fazendo algo, está reduzindo as suas habilidades, inteligência e capacidade de lidar com tecnologias avançadas.

Ao final, Schall pediu à ex-subsecretária para apontar os desafios mais importantes para a humanidade, dos quais a grande maioria das pessoas não estaria ciente:
Nos últimos quinhentos anos, temos estado no que [o investidor e analista financeiro] James Turks chama de “modelo centralbanquista-belicista”. Os bancos centrais imprimem dinheiro e os militares se asseguram de que todo mundo fique com ele. Parte disto, como dissemos, era que os colegas no mundo desenvolvido iam ao mundo não desenvolvido e roubavam o que precisavam para mover as suas economias. Agora, teremos que ter um modelo muito mais integrado globalmente. Ou iremos praticar globalmente a não-violação ou não sei o que será. Isto será uma coisa grande para a gente do mundo desenvolvido, se converter, literalmente, para um modelo em que o mesmo conjunto de regras se aplique aos mercados desenvolvidos e emergentes. 
Teremos que praticar globalmente a não-violação. Eu acho que um dos desafios mais importantes é uma grande evolução espiritual e cultural. Para mim, a maior oportunidade para o planeta é espiritual. A questão maior em cada sistema legal é quem o aplica. Se vamos nos mover para uma condição em que possamos manejar o tipo de tecnologias que discutimos, então, seremos convocados para fazer uma enorme mudança, de modo a termos o tipo de base espiritual e cultural que possa manejar essas tecnologias tão poderosas. E, na medida em que isto acontecer neste planeta, estaremos em condições de enfrentar uma série de riscos geofísicos, ameaças cósmicas e o que estiver ocorrendo no espaço exterior. 
Então, eu diria que os nossos dois desafios mais importantes estão na ascensão espiritual e cultural, para estar à altura da tecnologia, inclusive, praticando globalmente a não-violação, na medida em que chegamos a uma cultura e uma economia muito mais integradas e, assim, atuar como uma sociedade é assumir as responsabilidades para interagir no espaço e entender e gerenciar os nossos riscos geofísicos, no contexto de toda a galáxia.

Evidentemente, ela não espera que tais mudanças ocorram automaticamente. Para finalizar, vejamos a sua “receita”:
A solução é que cada um de nós faça o que chamo “tomar posição” ["come clean", no original]. Cada um de nós tem que mudar; em outras palavras, não precisamos esperar que as lideranças façam alguma coisa. Nós podemos, simplesmente, começar a mudar nós mesmos… A maneira como vamos construir o futuro é atraindo o que queremos. Vamos passar por uma enorme mudança e não há jeito de que possamos nos esconder num bunker, com nossa comida desidratada e moedas de ouro, e pensar que vai dar tudo certo. Temos que sair para fora, de um jeito ou de outro, e criar soluções.

Após deixar o Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Austin-Fitts fundou o bem sucedido banco de investimentos Hamilton Securities Group, que foi forçado a fechar, em 1998, após uma feroz perseguição judicial movida pelo governo federal, com acusações que, posteriormente, se revelaram fraudulentas. Atualmente, dirige a Solari, empresa de consultoria de investimentos, e o sítio The Solari Report, no qual publica artigos, notícias jornalísticas e entrevistas, com foco na crise global e os esforços para a sua superação.

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quarta-feira, agosto 28, 2013

ISRAEL / YAOSHORUL

Esse símbolo é paganizado é uma piramide pra cima e uma para baixo, representando satanás (assim no céu como na terra), ele sempre pega algo divino pra distocer, Além disso compôe o hexagrama é uma forma geométrica de uma estrela de 6 pontas.

ISRAEL: o seu verdadeiro nome é Yaoshorul (conhela a diferença El/Ul) - País do Oriente Médio asiático, banhado pelo Mediterrâneo, tem fronteiras ao norte com Líbano e Síria, a leste e sul com a Jordânia e com o Egito. Tem um pequeno litoral voltado para o Índico, pelo Golfo de Acaba e divide margens do Mar Morto com a Jordânia.

Seu nome significa 'venceu com (Yisra) YHWH (Ul)', em hebraico. Yaoshorul é também o segundo nome do patriarca Jacó (YAOHUcáf = palma da mão de Yaohuh), cujos descendentes, na tradição hebraica (Ivirit), são chamados bnei yisra'el, 'filhos de Yaoshorul'.

O registro histórico mais antigo que se conhece sobre o nome Israel está mencionado na Estela de Merneptah (num poema dedicado ao faraó Merneptah), em que o nome é associado a um povo, mas não a uma localização geográfica. Ao que se sabe, o Povo de Yaohu surgiu de grupos nômades que habitavam a Mesopotâmia há cerca de cinco mil anos.

No fim do século XVII a.C., este povo foi atacado e escravizado pelos egípcios. Após o fim do cativeiro no Egito, os hebreus vagaram pela região da Península do Sinai até que reconquistaram, sob o comando do rei Saul (Shaul), uma parte de seu território original, as terras de Canaã, por volta de 1029 a.C.. Shaul foi sucedido por David (Dáud = (dod) = tio, querido), em torno do ano 1000 a.C., que expandiu o território de Yaoshorul e conquistou a cidade de Yaohushualéym, onde instalou a capital do seu reino. Yaoshorul alcançou seu apogeu durante o reinado de Salomão (Shlomo, pacífico, de paz), entre os anos 966 a.C. e 926 a.C.. Porém, pouco depois do fim do reinado de Shlomo, Yaoshurul foi dividido em dois: a Norte, o Reino das Dez Tribos, também chamado de Reino de Yaoshorul, e ao Sul, o Reino das Duas Tribos, também chamado de Reino de Judá, cuja capital ficou sendo Yaohushualéym - do nome Judá (Yaohudáh) nasceram as denominações: judeu (Yaohudym) e judaísmo. Entretanto, o território dos Yaohudym foi sendo conquistado e influenciado por diversas potências de sua época, entre elas: assírios, persas, gregos, selêucidas e romanos.

Em 586 a.C. o imperador Nabucodonosor invadiu Yaohushualéym e obrigou os Yaoshorulytas ao exílio. Levados à força para a Babilônia, os prisioneiros de Yaohudáh e Yaoshorul passaram cerca de 50 anos como escravos sob o domínio dos babilônios. O fim do Primeiro Êxodo possibilitou a volta dos Yaoshorulytas a Yaohushualéym, que foi reconstruída.

Mais tarde, os romanos invadiram e dominaram a região e estabeleceram que o reino judeu (Yaohudy) seria seu protetorado. A primeira grande revolta contra o domínio romano e sua intromissão nos assuntos religiosos se iniciou no ano 66 e durou até 70 d.C., quando o general Tito invadiu a região e destruiu Yaohushualéym e o seu Templo. A região então foi transformada em província romana e batizada com o nome de Provincia Judaea. A segunda e última rebelião contra os romanos foi a Revolta de Bar Kochba. A rebelião foi esmagada pelo imperador Adriano em 135 d.C. e os Yaohudym sobreviventes foram feitos escravos e expulsos de sua terra, na chamada 'diáspora'. Naquele mesmo ano, Adriano rebatizou a Provincia Judaea para Provincia Siria Palaestina, um nome grego derivado de 'Filistéia' como tentativa de desligar a terra de seu passado judaico. A Mishná e o TalmudeYerushalmi (dois dos textos sagrados judaicos mais importantes) foram escritos na região neste período.

Código MISHNÁH (UMA TRAMA PROTETORA PARA NÃO REVELAR O NOME ORIGINAL DO ETERNO) Visite as páginas: blasfêmia e escrituras.

Depois dos romanos os bizantinos e posteriormente os muçulmanos conquistaram a Palestina em 638. Seu território foi controlado por diferentes Estados muçulmanos ao longo dos séculos (à exceção do controle dos cristãos cruzados, no Século XI) até fazer parte do Império Otomano, entre 1517 e 1917.

O sionismo (termo derivado de Sion, nome de uma colina da antiga Yaohushualéym), surgiu na Europa em meados do século XVII. Inicialmente de caráter religioso, pregava a volta dos Yaohudym à Terra de Yaoshorul, como forma de se proteger sua religião e cultura ancestral. Entre os séculos XIII e XIX o número de yaohudym que fizeram aliá (ato de um judeu imigrar para a Terra Santa) foi constante e sempre crescente, estimulado por periódicos surgimentos de crenças messiânicas e de perseguições anti-judaicas. Estas perseguições tinham quase sempre um caráter político-religioso. Os Yaohudym que retornaram à Palestina se estabeleceram principalmente em Yaohushualéym, mas também desenvolveram significativos centros em outras cidades nos arredores. Os Yaohudym já eram a maioria da população de Yaohushualéym no ano de 1844, convivendo com muçulmanos, cristãos (Messianicos), armênios, gregos e outras minorias, sob o domínio turco-otomano. A estes migrantes religiosos foram se juntar os primeiros migrantes seculares a partir da segunda metade do século. Eram em geral Yaohudym da Europa Central e adeptos de ideologias socialistas. Porém, o sionismo moderno - fundado por Theodor Herzl, a partir de 1896 - aos poucos foi ganhando peso entre os judeus de outras partes do mundo. Começaram então novas ondas de imigrações judaicas para a província palestina, com os que lá chegavam adquirindo terras dos árabes e estabelecendo colônias e fazendas coletivas (Kibbutzim).

A escolha da causa sionista pelo território da então província palestina derivava de todo o significado cultural e histórico que a antiga Yaoshorul bíblica (conheça a diferença entre bíblia e escritura) possuía para o povo Yaohudym. Os sionistas defendiam a criação de um estado judaico em todo o território original de Yaoshorul, o que incluiria hoje a atual Jordânia, embora propostas de cessão de territórios na Patagônia, no Chipre e em Uganda tenham sido estudadas.

Ao término da Segunda Guerra Mundial, com a Europa destruída e os sentimentos anti-semitas ainda exaltados, milhões de Yaohudym de todo o mundo se uniram aos sionistas na Palestina. Mas a política de restrição à imigração judaica foi mantida pelo Mandato Britânico. Como forma de burlar as determinações inglesas, grupos militantes judaicos sionistas procuravam infiltrar clandestinamente o maior número possível de refugiados judeus na Palestina. Enquanto isso, retomavam os ataques contra alvos britânicos e repeliam ações violentas dos nacionalistas árabes. Como as pressões foram se avolumando, a Grã-Bretanha decidiu abrir mão da administração da Palestina e entregou a administração da região à Organização das Nações Unidas (ONU).

O aumento dos conflitos entre judeus, ingleses e árabes forçou a reunião da Assembléia Geral da ONU, realizada em 29 de novembro de 1947 e presidida pelo brasileiro Osvaldo Aranha, que decidiu pela divisão da Palestina Britânica em dois estados, um judeu (Yaohudym) e outro árabe, que deveriam formar uma união econômica e aduaneira. A decisão foi aceita pela maioria das lideranças sionistas, embora tenha recebido críticas de outras organizações, por não permitir o estabelecimento do estado judeu em toda a Palestina. Mas a Liga Árabe não aceitou o plano de partilha. Eclodiu então um conflito armado entre judeus e árabes.

Em 14 de maio de 1948, algumas horas antes do término do mandato britânico sobre a Palestina, David Ben Gurion assinou a Declaração de Independência do Estado de Israel (Yaoshorul). Em janeiro de 1949, Yaoshorul realizou suas primeiras eleições parlamentares e aprovou leis para assegurar o controle educacional, além do direito de retorno ao país para todos os judeus (Yaohudym). No período entre a Declaração de Independência e a Guerra de Independência, Yaoshorul recebeu cerca de 850 mil imigrantes, em especial sobreviventes de guerra e judeus (Yaohudym) oriundos dos países árabes (sefaraditas e Mizrahim). A Guerra dos Seis Dias (de 5 a 10 de junho de 1967) gerou uma onda de anti-judaísmo nos países sob a esfera de influência soviética. Os judeus da União Soviética eram proibidos de deixar o país, mas a partir de 1969 a reivindicação dos judeus (Yaohudym) soviéticos pelo direito a imigração possibilitou um ligeiro incremento no número destes em Yaoshorul. Na Polônia, em 1967, mais de cinco mil Yaohudym imigraram.

Até 1973, ano da Guerra do Yom Kippur, 260 mil Yaohudym desembarcaram em Yaoshorul, a maioria de países socialistas. Atualmente Yaoshorul vive um intenso conflito armado contra seus vizinhos árabes, e sua economia floresce com o forte apoio dos EUA e remessas particulares. Há o intenso e permanente conflito com o povo palestino, que quer estabelecer seu país nas terras de seus antepassados. Atualmente, Yaoshorul é governado pelo presidente Shimon Peres e pelo primeiro-ministro Ehud Olmert.



FOTOS DO MONTE DAS BEM-AVENTURANÇAS




Hoje os jardins repleto de flores do Monte das Bem-Aventuranças são um convite para os visitantes. O governo italiano financiou a construção da Igreja das Bem-Aventuranças, com sua cúpula negra em 1937.

“Bem-Aventurados são aqueles…”


Autor: Valerio Yarmiyaohu, concedo autorização para os que amam a verdade a salvar, copiar, enviar, traduzir qualquer página desse site, as fotos foram adquiridas na rede mundial de computadores podendo haver restrições, mas os textos são gratuitos porque recebi de graça do meu Pai (Yaohu). [Manyaohu 10:8 (Mt)]

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terça-feira, agosto 27, 2013

Choque de Civilizações: A Tese

Uma crítica à tese do Choque de Civilizações

Em 1993, procurando fornecer um “paradigma para o exame da política mundial que tenha significado para os estudiosos e seja de utilidade para os formuladores de política”, Samuel P. Huntington publica, na revista Foreign Affairs, o provocativo ensaio The Clash of Civilizations? Como o tema gera uma série de debates, o ensaio transforma-se, em 1996, no livro O Choque das Civilizações e a Recomposição da Ordem Mundial.

Este professor de Harvard propõe que, no mundo pós-Guerra Fria, “as distinções mais importantes entre os povos não são ideológicas, políticas ou econômicas. Elas são culturais” . Partindo do pressuposto de que os valores das sociedades contemporâneas refletem a herança deixada pelas civilizações, Huntington conclui que estas diferenças culturais levarão as nações a conflitos étnico-religiosos.

Queremos mostrar que pensar em civilizações como entidades monolíticas e fechadas compromete o modelo do choque de civilizações e o inutiliza para explicar as movimentações geopolíticas mais importantes da atualidade. Sem ignorarmos a importância dos fatores culturais para a formação de identidades, rejeitamos o determinismo de um enfoque que ignora as complexas relações inter e intra-civilizacionais em um mundo transformado pelas tecnologias da computação e comunicação e pela reestruturação capitalista que gerou a globalização.

Também gostaríamos de alertar para o perigo de uma “lente paradigmática” que tenta moldar, utilizando-se de uma “simplificação necessária” das complexidades da realidade social, o pensamento sobre a política mundial. Tal pretensão, caracterizada como ideologia, pode levar a uma visão totalitária do mundo. Cremos ainda que há um racismo implícito nas duas contraposições principais feitas por Huntington: o Ocidente versus o resto e o mundo islâmico versus as sociedades não-mulçumanas.

Da contenção ao choque

Ao término da II Guerra Mundial, os Estados Unidos e a União Soviética conquistaram posições hegemônicas nas regiões antes disputadas pelas nações européias. O esgotamento (econômico, militar, social e até mesmo moral) de Inglaterra, França e Alemanha abre espaço para que os dois grandes vencedores alterem o equilíbrio das forças mundiais: do quadro multipolar onde diversos Estados-nação travam suas batalhas geopolíticas passa-se para a bipolaridade, para um mundo dominado por duas super-potências. 

Os Estados Unidos adotam ações de contenção das forças comunistas como modelo para sua política externa, um paradigma desenvolvido pela primeira vez por George Kennan em 1947, em um ensaio para a Foreign Affairs. A política de contenção dura até a falência da União Soviética.

Há então um primeiro momento de euforia entre os “vencedores” da Guerra Fria: Francis Fukuyama declara que a Humanidade atingiu seu estágio final de evolução ideológica com a “universalização da democracia liberal ocidental como forma de governo humano”. Outras idéias surgem. Huntington cita (e refuta, como faz com o mundo harmônico de Fukuyama) os paradigmas “Dois Mundos: Nós e Eles” (o planeta dividido em pobres e ricos); “184 Estados, mais ou Menos” (que defende que o relacionamento entre os Estados é anárquico); e o “Puro caos” (quadro em que o Estado-nação perde sua soberania e o mundo mergulha em conflitos tribais, étnicos e religiosos sem uma regra precisa para explicá-los). 

O desafio é definir um modelo geopolítico quando não existe “um centro territorial de poder, nem se baseia em fronteiras ou barreiras fixas”, quando “ (...) a soberania toma nova forma, composta de uma série de organismos nacionais e supranacionais, unidos por uma lógica ou regra única”. O poder em um mundo globalizado e transformado pela tecnologia da informação está diluído em um novo espaço de fluxos, levando a economia a um novo embate com a política. Temos uma realidade na qual as formas conhecidas de soberania e os “países são disciplinados por uma multidão eletrônica de investidores que controlam o acesso ao capital numa economia globalizada”.

Samuel P. Huntington
No entanto, mesmo considerando que a globalização nos leve à decadência total do Estado-nação e que a humanidade se relacione de uma maneira totalmente nova ao fim do processo, isso é algo ainda distante, se é que possível. Ou, como diz Nye, “a geoeconomia não substitui a geopolítica, por mais vagos que sejam os limites que as separam neste início de século”.

Isto fica claro quando lembramos que enquanto o avanço dos fluxos de capital nas redes financeiro internacionais homogeneíza o discurso tecnocrático sem considerar as peculiaridades de cada Estado-nação, os Estados Unidos passam a ocupar de maneira unipolar o vácuo político e militar deixado pela falência soviética. Relacionando a importância da economia norte-americana para o espaço de fluxos com o exercício pleno do poder inerente a uma superpotência sem adversários à altura, temos que o Ocidente é a “única civilização que tem interesses substanciais em todas as outras civilizações ou regiões e tem a capacidade de afetar a política, a economia e a segurança de todas as outras civilizações ou regiões”.

É quase natural a pretensão ocidental de tornar-se uma civilização universal. De querer controlar esta multipolaridade dos fluxos financeiro e informacional para combiná-la com a unipolaridade dos poderes militar, político, econômico e cultural tradicionais. Uma unimultipolaridade que mantenha o poder ocidental neste novo mundo fragmentado e no qual as identidades criadas em torno de ideologias políticas européias (como o comunismo e o capitalismo) não mais respondem aos anseios das comunidades humanas e são substituídas, segundo a teoria do choque de civilizações, por valores “indígenas”, por características étnicas e religiosas de cada tribo.

Mas Huntington chega também à conclusão de que o Ocidente está em declínio. As “mudanças graduais, inexoráveis e fundamentais também estão ocorrendo nos equilíbrios de poder entre as civilizações e o poder do ocidente em relação ao das outras civilizações” irá declinar. E ele lista as mudanças que irão acabar com o a predominância do poder ocidental: o desenvolvimento dos povos não-ocidentais (que estão ficando mais saudáveis, mais urbanizados e mais instruídos), a redistribuição do produto econômico mundial (decorrente da globalização e da disseminação das novas tecnologias) e o aumento dos efetivos militares das outras civilizações.

Para manter o poder norte-americano nesta nova sociedade em rede, a “lente paradigmática” de Huntington abandona a perspectiva marxista da luta de classes (o que não surpreende em um autor norte-americano da escola realista), preferindo guiar-se pela ótica weberiana (ou, ao menos, o que é entendido como tal pelo autor) na qual a cultura é o determinante. Assim, amplia o conceito de Estado-Nação para civilizações, delimitando as relações culturalmente e defendendo a identidade ocidental da multiculturalidade, dos valores pertencentes a outros agrupamentos raciais e étnicos. Desta maneira, pretende estabelecer um centro de poder em torno do conceito de cultura, mais subjetivo e fluido do que a fronteira territorial, adotando tradicionais conceitos geopolíticos para um mundo em que as redes informacionais limitam as ações e o poder do Estado-nação.

Isso leva Huntington a condenar a crença na universalidade da cultural ocidental, presente e determinante no processo de globalização das sociedades, denunciando-a como uma nova forma de imperialismo que pode levar o poder ocidental à exaustão. Resumindo: os “Estados Unidos não podem nem dominar o mundo nem escapar dele”. Um outro intelectual, que procura entender os novos desafios dos Estados Unidos defendendo justamente esta universalização dos valores e da cultura norte-americana, concorda com o dilema: “o paradoxo do poder americano (...) é que ele é grandioso demais para ser desafiado por qualquer outro Estado, mas não o bastante para resolver problemas como o terrorismo global e a proliferação de armas nucleares”.

Mas é na defesa dos valores que Huntington chama de ocidentais que ele encontra o caminho para a afirmação do poder norte-americano. Ou seja, em um mundo onde o tribalismo ocasiona os choques civilizacionais ao longo das linhas de fratura , dá-se uma solução tribal . Assim, não é de se estranhar que tenha sido uma ação tribal, calcada na oposição “Nós e os Outros” como formadora de identidade, a disseminar a tese do choque de civilizações. A idéia de que a civilização mulçumana estava em confronto com a ocidental ganhou amplo espaço na mídia após os atentados terroristas contras as torres gêmeas do World Trade Center.

Tamanho alvoroço levou até mesmo o próprio Huntington a contestar esta interpretação, dizendo tratar-se não de um conflito entre civilizações, mas de um ataque de um grupo contra toda a Humanidade. No entanto, o enfoque cultural/religioso tem um campo fértil em um mundo em busca de identidade e é refletido e disseminado nos discursos políticos, na cobertura jornalística e nos estudos acadêmicos.

Nós e os Outros, ou o Ocidente contra o mundo

Huntington define civilização como “o mais alto agrupamento cultural de pessoas e o mais amplo nível de identidade cultural que as pessoas têm aquém daquilo que distingue os seres humanos das demais espécies”. Usando tal conceito, distingue como principais: a sínica ou confuciana (China e comunidades chinesas do sudoeste asiático, além de Vietnã e as duas Coréias), japonesa, hindu, islâmica, ortodoxa, ocidental, latino-americana (é separada da civilização ocidental devido à incorporação de valores das civilizações indígenas e por sua cultura católica que não sofreu o efeitos da Reforma protestante) e africana (que Huntington hesita em considerar uma civilização própria ou dividi-la em islâmica – ao norte – e uma cultura européia fragmentada). Vemos que a característica principal que Huntington usa para definir as civilizações é a religião, sendo que das “cinco principais religiões, quatro – cristianismo, islamismo, hinduísmo e confuncionismo – estão associadas com civilizações principais”, ficando de fora apenas o budismo por causa de sua extrema fragmentação.

Said ironiza tal simplificação dizendo que Huntington não tem “tempo a perder com a dinâmica e a pluralidade internas de cada civilização, nem com o fato de que a disputa principal, na maioria das culturas modernas, diz respeito à definição ou interpretação de cada cultura”. Já Ali lembra que o mundo islâmico não é monolítico há mais de mil anos e que as “diferenças sociais e culturais entre mulçumanos senegaleses, indonésios, árabes e sul-asiáticos são muito maiores do que as semelhanças que eles têm com membros não-mulçumanos da mesma nacionalidade”.

Outros autores também refutam a simplificação do conceito civilizacional, já que os mulçumanos podem ser radicais ou moderados, tradicionais ou modernos, conservadores ou liberais, linha-duras ou revisionistas. E enumeram diversos fatores que distinguem as diversas nações islâmicas: “tradições históricas próprias e legados coloniais, divisões étnicas, diferentes níveis de desenvolvimento econômico e estágios do papel e do poder das religiões fundamentalistas”. Da mesma maneira, pensar que podemos reconhecer uma cultura isolada como Ocidente Cristão é simplificar demais, é esquecer os “contrastes entre a Europa mediterrânea católica e a Escandinávia protestante, assim como os aspectos sociais e denominações religiosas de cada país”.

Huntington diz que seu modelo é uma “simplificação necessária” das complexidades da realidade social e deixa bem claro a sua posição (o que não invalida as críticas acima). Ignora conscientemente as crises internas das oito civilizações por ele delimitadas para concentrar-se nas diferenças que considera profundas entre os valores centrais destas sociedades e que explicariam os diferentes estágios de desenvolvimento político e econômico dos Estados-nação.

Apesar de advertir que os alinhamentos políticos e econômicos nem sempre irão coincidir com os culturais, Huntington sustenta que a riqueza econômica e a política democrática do Ocidente são resultados muito mais de sua herança cristã do que de outras determinantes históricas. Do mesmo modo, os regimes autoritários e os fracassos econômicos dos países mulçumanos decorrem dos valores subjacentes à sua cultura islâmica, não importando o quanto possa ter influenciado a ação colonial dos países ocidentais ou a dinâmica da inserção destas economias nas redes de fluxo global.

Esquecendo-se assim dos “vínculos (...) próximos entre civilizações aparentemente em conflito”, Huntington passa a estruturar a dinâmica dos contatos inter-civilizacionais. Para ele, o relacionamento dos países com as civilizações no mundo pós-Guerra Fria se dá como Estados-membros (países plenamente identificados culturalmente com uma civilização), Estados-núcleos (estados mais poderosos e culturalmente mais importantes), países isolados (que carecem de aspectos culturais comuns com outras sociedades), países fendidos (no qual existem grandes grupos pertencentes a civilizações distintas) e países divididos (possuem uma única cultura predominante, mas que muda para uma outra civilização).

Na teoria do choque das civilizações, as duas superpotências da Guerra Fria são substituídas pelos Estados-núcleos como pólos de atração. E Huntington vai além, concordando com a teoria realista das relações internacionais que “prediz que os Estados-núcleos das civilizações não-ocidentais devem se congregar para contrabalançar o poder dominante do Ocidente”. 

Assim, parece correta a tese do choque de civilizações quando colocamos, por exemplo, o ódio fundamentalista contra os EUA em um quadro de formação de identidades reativas: se uma civilização pretende afirmar universalmente seus valores precisará enfrentar novas entidades formadas a partir da busca de valores comuns de etnia, língua, território, história e religião. Mas é preciso olhar com atenção a dinâmica de formação destas novas entidades.

Para Castells, identidade de resistência é a "criada por atores que se encontram em posições/condições desvalorizadas e/ou estigmatizadas pela lógica da dominação, construindo, assim, trincheiras de resistência e sobrevivência com base em princípios diferentes dos que permeiam as instituições da sociedade, ou mesmo opostos a estes últimos". Difere da identidade de projeto, que é "quando os atores sociais (...) constroem uma nova identidade capaz de redefinir sua posição na sociedade e, ao fazê-lo, de buscar a transformação de toda a estrutura social", e da identidade legitimadora, “introduzida pelas instituições dominantes da sociedade no intuito de expandir e racionalizar sua dominação em relação aos atores sociais”.

Os conflitos entre comunidades diferentes não contrapõem apenas sociedades de diferentes civilizações, mas também (ou principalmente) comunidades de uma mesma civilização que compartilham alguns valores e discordam profundamente em outros. Segundo Vidal, “o governo [dos EUA] deveria pôr uma coisa em sua cabeça: que é odiado não só pelos estrangeiros cujos países destruíamos, mas também por americanos cujas vidas foram destruídas (...) Temos milhões de cidadãos americanos ressentidos, que não gostam da maneira como o país está sendo conduzido”.

Existe ainda uma reação de comunidades diferentes ao mesmo processo de globalização, comunidades que têm em comum apenas o fato de estarem reagindo ao mesmo processo de domínio, pertençam os dominadores a mesma civilização dos dominados ou não. Esta reação pode tanto ser um atentado suicida praticado por árabes, como a explosão das torres do WTC, quanto um ataque terrorista de fundamentalistas cristãos norte-americanos, como o atentado em Oklahoma City em 1995. 

Pensando as civilizações monoliticamente, Huntington coloca os valores centrais do Ocidente em conflito com valores culturais de em outras sociedades levando as nações a conflitos étnico-religiosos. Não há espaço para distensões internas.

Os valores ocidentais, ideologia e o fantasma de Gobineau

Características culturais podem facilitar a adoção de determinados conceitos políticos ou colocar alguns países em posição de vantagem em determinada dinâmica econômica. Castells, por exemplo, diz que a tradicional estrutura em rede das corporações asiáticas foi um fator importante para o espantoso crescimento econômicos dessas economias na fase da reestruturação capitalista.

Mas isso não significa que a aceitação de novos valores esteja excluída a priori em determinada civilização ou que estas sejam blocos monolíticos livres de transformações. Muito menos que democracia, individualismo, separação da autoridade espiritual e temporal, pluralismo social e império da lei sejam conceitos aceitos apenas pela civilização ocidental.

Um estudo recente compara crenças e valores das populações mulçumanas e não-mulçumanas em 75 sociedades diferentes. É encontrado um abismo entre o Islã e o Ocidente quando o tema é a liberação sexual e o grau de igualdade entre homens e mulheres. Mas o “Ocidente e as sociedades islâmicas em geral concordam em três dos quatro indicadores de valores políticos”.

Tal concordância entre valores políticos não desautoriza completamente a tese de que estamos vivendo em uma era onde serão predominantes os choque de civilizações. Invertendo o ângulo de observação (e reformulando vários conceitos e desenvolvimentos), pode-se afirmar, como o faz Bernard Lewis – cujo Raízes da Fúria Mulçumana, de 1990, já explica as relações políticas entre os países ocidentais e islâmicos como um choque milenar de civilizações – que o conflito acontece justamente pela semelhança: “são apenas duas as civilizações que podem se dizer universais, e são a civilização cristã e a islâmica. Que se assemelham porque não são geradas por uma etnia mas com base em uma religião e porque reivindicam uma universalidade e uma exclusividade. O conflito entre a civilização cristã e a civilização islâmica não nasce de suas diferenças, mas de suas semelhanças. Quando existem duas religiões semelhantes, historicamente contemporâneas e geograficamente adjacentes que reivindicam a mesma coisa, o conflito é inevitável”. 

Sejam os conflitos marcados pelas semelhanças, sejam pelos antagonismos, a idéia de um choque civilizacional continua sendo uma adesão racional à contraposição “Nós e os Outros” estabelecida de maneira passional pela religião. E Eco nos lembra que “todas as guerras de religião que ensangüentam o mundo através dos séculos são geradas de adesões passionais a contraposições simplistas, como Nós e os Outros, bons e maus, brancos e negros”. Neste contexto, qual o significado da sistematização de preconceitos tão profundos? Podemos traçar um paralelo com a transformação do racismo popular para o racismo ideológico na Europa imperialista?

Para Said, Huntington é um “ideólogo – alguém que quer transformar "civilizações" e "identidades" em algo que elas não são”. Mas a palavra ideologia tem uma gama de significados diferentes. Bobbio, por exemplo, chama de significado fraco da ideologia o “sistema de crenças políticas, um conjunto de idéias e de valores respeitantes à ordem pública e tendo como função orientar os comportamentos políticos coletivos”. Já Arendt diz que “(...) a ideologia difere da simples opinião na medida em que se pretende detentora da chave da história, e em que julga poder apresentar a solução dos “enigmas do universo” e dominar o conhecimento íntimo das leias universais “ocultas”, que supostamente regem a natureza e o homem”. 

A teoria do choque de civilizações tem a pretensão de orientar comportamentos políticos, de fornecer um paradigma para o exame da política mundial. Supera o “status” de opinião ao rejeitar outros elementos da realidade histórica, entre eles a própria ideologia.

E faz isso traduzindo a realidade em um conflito, reduzindo a realidade a uma dicotomia. Lembremos que “poucas ideologias granjearam suficiente proeminência para sobreviver à dura concorrência da persuasão racional. Somente duas sobressaíram-se e praticamente derrotaram todas as outras: a ideologia que interpreta a história como uma luta econômica de classes, e a que interpreta a história como uma luta natural entre raças”.

Huntington argumenta que civilização e raça são coisas diferentes e “povos da mesma raça podem estar profundamente divididos e povos de raças diferentes podem estar unidos pela civilização”. A distinção não se dá por aspectos raciais (como formato da cabeça ou cor da pele), mas culturais (religião, estruturas sociais). Mas esta diferença é suficiente para que a tolerância não seja subjugada por tendências totalitárias?

O conde Arthur Gobineau escreve seu Essai sur l´inégalité para procurar a força singular que regeria as civilizações em sua ascensão e seu declínio. Huntington quer fornecer “uma lenta significativa e útil através da qual se possa examinar os acontecimentos internacionais”.

Gobineau acreditava que a decadência da França no século XIX (e, por tabela, da civilização ocidental) era conseqüência da degenerência da raça, “e de que esta, ao conduzir ao declínio, é causada pela mistura de sangue”. Huntington escreve que a decadência dos Estados Unidos (e conseqüentemente da civilização ocidental) virá se houver um repúdio do “Credo” e se os multiculturalistas “promoverem outras identidades e agrupamentos raciais, étnicos e de outras culturas subnacionais”. 

Ao alertar para os perigos da diversidade e clamar pela unidade em torno das raízes européias da cultura norte-americana, Huntington nos faz lembrar a doutrina racista alemã, usada como arma de unidade interna, “vindo a transformar-se, depois, em arma para a guerra entre as nações”. Este é um resultado possível (se não provável) quando se esquece que “o parâmetro de tolerância da diversidade é certamente um dos pontos mais fortes e menos discutíveis, e nós julgamos madura a nossa sociedade porque sabemos tolerar a diversidade”.

Ao terminar O Choque das Civilizações e a Recomposição da Ordem Mundial, Huntington parece dar-se conta disso. Escreve que “o futuro da paz e o futuro da Civilização dependem da compreensão e da cooperação entre os líderes políticos, espirituais e intelectuais das principais civilizações do mundo”. A esperança é que seja esta a mensagem e não a simplificação danosa da contraposição cultural que permaneça. Infelizmente, não podemos esquecer que “a política é conduzida e apresentada no estilo elitista das visões de inteligência: desinformação, informações falsas, exagero da força e da capacidade do inimigo (...) Tudo é exageradamente simplificado ou reduzido a uma preocupante incompreensibilidade. A mensagem é simples: não há alternativa”.

Quando o choque não explica o mundo

A tese do choque civilizacional exige que admitamos a priori que a defesa dos interesses norte-americanos em países estrangeiros é uma atitude que geralmente coincide com a divulgação de valores como a democracia liberal ou império das leis. Mas como é possível falar em reação a valores culturais quando se sabe que desde 1947 os EUA lançaram “(...) mais de 250 ataques militares contra outros países, sem provocação anterior”? Quais valores culturais estão em jogo quando há o massacre de populações civis como estratégia de guerra?

O fundamentalismo islâmico

A lógica de Huntington não explica a guerra internacional contra o terrorismo iniciada como resposta aos ataques de 11 de setembro. Pela teoria do choque de civilizações, o Ocidente marcharia unido contra o Islã fundamentalista. Mas, após um ano depois dos atentados ao World Trade Center, a solidariedade européia aos EUA já era bem menor, “na medida em que as imagens das torres gêmeas desabando foram se apagando da memória coletiva”. Começa a se falar “muito menos dos EUA como vítimas e muito mais como agressores – em especial sobre George W. Bush”.

O choque de civilizações ignora que as diferenças entre o Ocidente e as nações islâmicas também refletem as visões de seus governos e elites. Dizer que “a revitalização das religiões não-ocidentais é a mais forte manifestação de antiocidentalismo (...), uma rejeição do ocidente e da cultura secular, relativista e degenerada, associada com o ocidente”, não parece suficiente para explicar porque jovens instruídos tornam-se terroristas suicidas. Para Friedman:
Esses incontíveis são jovens rapazes cheios de raiva, pois são educados com uma visão do islã como sendo a mais perfeita forma de monoteísmo, mas olham ao redor em seus países e vêem pobreza, ignorância e repressão generalizadas. E são humilhados por elas, humilhados pelo contraste com o Ocidente e pelo sentimento que isso lhes provoca, e essa humilhação – esta miséria de dignidade – direciona-os para a vingança suicida. A questão da dignidade é uma força poderosa nas relações humanas.

O próprio Huntington, um ano após publicar O Choque das Civilizações e a Recomposição da Ordem Mundial, abandona sua visão cultural-religiosa para dizer que “a ascensão do fundamentalismo religioso é produto, em primeiro lugar, dos processos de modernização social e econômica que estão ocorrendo no mundo. Esse fator gerou movimentos fundamentalistas em praticamente todas as religiões mais importantes do mundo”. Ele hoje refuta a interpretação da guerra contra o terrorismo como um conflito civilizacional.

As causas do fundamentalismo radical islâmico são mais bem explicitadas quando olhamos para as disparidades profundas entre pobres e ricos dentro das sociedades, além das perversas iniqüidades do poder político nos regimes do oriente Médio. Segundo Ali, “a ascensão da religião é explicada parcialmente pela falta de qualquer outra alternativa ao regime universal do neoliberalismo”. 

O petróleo do Iraque

Árabes sunitas, incluindo Saddam Hussein e muitos iraquianos da oposição mantida pelos americanos, não somam mais do que 16% da população iraquiana; eles dominam o Iraque central assim como o sul de Bagdá. Os curdos étnicos, que também são mulçumanos sunitas, estão concentrados nas montanhas do norte. Mas cerca de dois terços dos iraquianos são mulçumanos xiitas, e eles habitam os bairros miseráveis de Bagdá assim como o sul do Iraque. Diferentemente dos curdos e outros na zona de exclusão aérea ao norte, que recebem uma grande parte das vendas de petróleo administradas pelo programa das Nações Unidas de petróleo por comida, os iraquianos na vasta zona sudoeste têm sofrido privações em uma década de sanções. Saddam Hussein, naturalmente, está inteiramente disposto a deixá-los sofrer.

Imaginar civilizações em conflitos não ajuda a entender a estrutura social iraquiana. Quais valores estão em conflito: os ocidentais contra os islâmicos ou os sunitas contra os xiitas e contra os curdos? Qual conflito melhor explica o que acontece com a população iraquiana? Conflitos de valores também deveriam provocar reações anti-ocidentais nas ruas de Bagdá:

A primeira e mais chamativa experiência para os visitantes dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, os dois países que lideram a campanha para o Iraque permitir inspeções livres de armas ou enfrentar um ataque militar, é que os iraquianos permanecem extraordinariamente amistosos. (Há poucas exceções, principalmente entre autoridades do governo e oficiais do exército, os que se sentem mais ameaçados).

Além disso, por que não acreditar que xiitas, curdos sunitas estariam propensos a festejar da mesma maneira que os habitantes de Kandahar ou Cabul a queda de um regime sanguinário? A resposta fica mais clara se procuramos entender a guerra contra o Iraque não como um confronto com os valores ocidentais, mas como um jogo geopolítico e econômico.

Se os Estados Unidos tiverem acesso pleno às reservas iraquianas, isso pode significar o fim do domínio da Arábia Saudita no mercado internacional de petróleo e até mesmo o fim da OPEP. É uma conta arriscada e de valores altíssimos: “a guerra deve mobilizar mais de 100 mil soldados e custará de US$ 100 bilhões a US$ 200 bilhões (...) Depois, será preciso manter 50 mil soldados no país, a um custo da ordem de US$ 18 bilhões por ano, talvez por décadas. Em troca [Bush] poderá deter também por décadas o controle da produção e do preço do petróleo no mundo”. Deve-se incluir aí também os massivos investimentos que o Iraque precisará das indústrias ocidentais para reestruturar a sua produção petrolífera e a nova amizade de Bush com Putin, uma importante mudança na geopolítica energética. Para completar, a diferença do tratamento dado à Coréia do Norte nos levar a duvidar que a única preocupação do governo norte-americano seja a questão das armas nucleares.

A Bósnia e outros conflitos

Temos então que o ataque terrorista de 11 de setembro não deve ser visto com as lentes do choque civilizacional – conseqüentemente, excluímos também a possibilidade deste modelo explicar a guerra no Afeganistão. E é igualmente complicado encaixar a guerra dos Estados Unidos contra o Iraque na categoria do conflito de civilizações. Ou seja, os dois maiores conflitos da última década (que mais receberam a atenção da mídia) não podem ser explicados pelo modelo de Huntignton.

Nos últimos 15 anos, apenas um outro conflito ocupou tanto a mídia e os intelectuais: a guerra da Bósnia. Aqui parece que a teoria funciona como um relógio, tanto que é citada por Huntignton para exemplificar como as diferenças culturais conduzem ao conflito. Afinal, católicos (ocidentais), ortodoxos (eslavos) e mulçumanos enfrentaram-se em um genocídio étnico medonho. Para Huntington, o “ponto crucial é que as potências estrangeiras que apoiaram os participantes nos combates o fizeram segundo critérios estritamente ligados à civilização, excetuando os EUA e seu interesse em promover uma Bósnia multiétnica, dominada pelos muçulmanos”. Mas os únicos apoios que poderiam ser chamado de civilizacionais são o russo à Sérvia e o alemão à Croácia. França e Inglaterra apoiaram a Sérvia ortodoxa: é muita exceção para ignoramos outros interesses em jogo.

O quadro geopolítico mundial fica mais claro se pensarmos que “uma grande parte dos conflitos inter-culturais hoje são resultados de uma humilhação cultural”. Assim, temos que motivos outros que não apenas os culturais ligam as engrenagens dos preconceitos e estes geram o ódio racial ou civilizacional. A diferença de valores culturais não é sempre um motivo forte o suficiente para deflagrar um conflito. O movimento indígena mexicano em Chiapas, um exemplo já clássico das lutas sociais na era da informação digital, não é uma luta contra valores ocidentais, mas contra um longo processo de marginalização. Tratar esta ou outras culturas como inferiores (como fez o primeiro ministro italiano em relação ao Islã) ou como perigosos para os nossos valores não servirá para explicar conflitos de nossos tempos – apenas acirrará este ódio.


Conclusão

Simplificar as questões geopolíticas focando as principais causas de conflito nas diferenças culturais das “sete ou oito” principais civilizações modernas não fornece a resposta esperada para entendermos a nossa complexa realidade, na qual as sociedades interagem globalmente através das redes informacionais.

O aspecto cultural continua importante, como sempre o foi. Talvez em uma época em que sociedades, nações e indivíduos buscam desesperadamente suas identidades, importe até mais do que em outros momentos da história humana. Mas isso não implica a sua centralidade e o desprezo aos aspectos econômicos, territoriais, humanos (nem sempre confessáveis) e ideológicos. Isso não apenas impede uma melhor compreensão como, como visto, pode nos trazer de volta fantasmas que imaginávamos extintos.

No início da década de 90 prometia-se um novo mundo de riquezas e prosperidade, uma humanidade finalmente unida em busca do desenvolvimento econômico e da prosperidade resultante dos avanços da ciência e da tecnologia. O modelo neoliberal, a “ideologia política de maior sucesso na história”, é hoje muito contestado e o fundamentalismo religioso “parece estar forte e influente como fonte de identidade”. Mas o resultado não é um choque civilizacional. Antes de falarmos em conflitos de valores, é preciso lembrar, como faz Eco, que “a guerra se transformou em algo tão complexo que não costuma mais chegar ao fim com uma situação de paz”. Além disso, “se, no passado, a guerra em outras partes garantia a paz no centro do império, hoje é exatamente ali que o inimigo golpeia mais facilmente”.

Neste mundo instável, é preciso ainda mais cautela ao falar em contraposições de valores, em estabelecer dicotomias simplistas. Para que o choque não seja o catalisador que foram as idéias de Gobineau para o racismo como ideologia imperialista e como arma política nazista.

Foi utilizando o racismo de forma ideológica que Hitler implantou a sua visão de Estado na Alemanha. Utilizando-se de um discurso anti-ocidental, a direita religiosa islâmica quer controlar as intuições políticas do mundo mulçumano. E ao atacar o multiculturalismo norte-americano, Huntington procura defender a cultura ocidental da miscigenação inter-civilizacional de modo a unir a população ocidental no “Credo” norte-americano. Assim, o que temos não é um choque de civilizações, mas um choque de maldades.

Reduzir a complexidade do mundo a dicotomias simplificadoras é esquecer que “o reconhecimento do pluralismo cultural requer o desenvolvimento de uma democracia avançada”, que a “democracia é também um método para o diálogo e o consenso entre grupos com interesses diversos”. Perder a capacidade de trabalhar com parâmetros diversos e contraditórios, “uma das coisas mais louváveis da cultura ocidental”, é deixar a porta aberta para a prática da violência totalitária.

A preocupação de Huntington é com a decadência do Ocidente e com a manutenção do poder norte-americano em um mundo globalizado e informacional. O irônico é ele usar justamente os conceitos de democracia e liberdade como armas, sem se importar com as conseqüências que a disseminação de sua tese traz para a democracia e a liberdade. Assim, antes de absorverem automaticamente idéias como a do choque de civilizações, políticos e mídia deveriam entender os seu significado: no jogo imperialista e totalitário, não há vitória a longo prazo.

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Bois transgênicos monstruosos já são realidade

Bois "Schwarzenegger" assustam, mas produtores garantem que a carne é saudável. A Raça Belgium Blue chega ao dobro do tamanho do gado convencional e gera debate nas redes.

Foi mais de uma década desde que os seres humanos têm rachado seu próprio código genético, mas ainda tem que acordar para um mundo de formas de vida artificiais, como reivindicado por muitos geneticistas. Enquanto esperamos para a ciência amadurece genética talvez devêssemos dar uma boa olhada nos bois. Especificamente, o Belgian Blue.

Esta bolsa é um monumento à potência muscular genética de reprodução seletiva. Um único defeito genético um gene da miostatina defeituosa é responsável pela sua massa enorme, e este defeito foi cuidadosamente atravessou a corrida por mais de um século antes de ser conhecido o que estava causando sua impressionante “double musculoso . ”

Você sabia que algumas variedades de carne no mercado hoje vêm de gado que tem sido deliberadamente alterados para fazê-los crescer anormalmente grandes músculos para a produção de carne? A reportagem da National Geographic oferece um vislumbre da produção misteriosa dos chamados “Super Bois” intencionalmente carregando um gene defeituoso que lhes permite crescer anormalmente grande, com um “double musculoso”.

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segunda-feira, agosto 26, 2013

Armas Químicas na Síria: Falso Pretexto para uma Invasão estrangeira

Com o pacto de partilha do Médio Oriente (segundo o Mandato Sykes-Picot, no pós 1ª Grande Guerra) ainda tacitamente em vigor no entender das potências Ocidentais neocolonialistas, a França ameaça com uma ação de força na Síria em conjunto com a “comunidade internacional”. Nos Estados Unidos Barack Obama deu instruções aos serviços de info-espionagem que reúnam dados, com urgência, sobre o ataque com armas químicas e preparam um possível ataque com misseis contra as as forças regulares do governo Sírio (CBS-News).


Isto faz sentido? com as forças militares regulares do regime de Bashar al-Assad numa clara posição de superioridade a remeter os “rebeldes” para uma posição de desespero, que sentido têm ataques “com armas químicas” na região de Damasco face aos recentes sucessos militares do Governo e qual o sentido destes serem levados a cabo mesmo nas barbas da missão da ONU?

Em boa verdade os combatentes “rebeldes Sirios”, que englobam mercenários das mais diversas nacionalidades, foram formados na Jordânia pelos EUA (fonte).

Os Estados Unidos apoiaram este plano para lançar um ataque de armas químicas sobre a Síria e culpar o regime de al-Assad (fonte). E os materiais "informativos" de propaganda que envolvem a Síria em ataque químico foram preparados antes do acontecimento ter ocorrido (fonte).

Trata-se, evidentemente, da mesma táctica combinada de soft-hard power imperialista que tem sido aplicada às “primaveras árabes” (sem esquecer a agressão ao Iraque) – primeiro cria-se o problema (a pertença ao “eixo-do-mal), secundo inventa-se um pretexto (as famigeradas armas de destruição massiva) e terceiro, apresenta-se uma solução (a invasão militar).

Feitas em nome de “ideais humanitários” como habitualmente, ao intervir para parar um suposto mal, está-se a criar um mal ainda maior no futuro - mas esse é um problema do qual o agressor não tem de dar contas a ninguém – o ter causado mais mortes do que aquelas que propagandisticamente se quis impedir. No caso da Síria, cujos aliados são a Rússia e o Irã, os efeitos podem ser ainda mais funestos, com a transformação da agressão num conflito militar regional generalizado.

“O Bloco Ocidental quer destruir a República Islâmica do Irão desde a sua fundação em 1979, e para o fazer na conjuntura atual, necessita de derrubar o regime de al-Assad na Síria primeiro. Se o regime de Bashar al-Assad cair, a via de comunicação e transporte entre o Hezbollah e o Irão será cortado. O espaço aéreo Sírio, com a criação de uma zona de exclusão aérea, poderá ser utilizado por Israel para facilitar uma invasão militar ao Irão que o Estado Sionista tanto defende. Resumindo, uma mudança de regime na Síria e a instalação de um regime mais amigável às aspirações do Bloco Ocidental é um passo fundamental para restabelecer a hegemonia Ocidental na região e para continuar a política de guerra total contra o Islã” conforme em tempo foi definida por Samuel Huntington através da encomenda por Washington da célebre estratégia do "Choque de Civilizações".

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Miley Cyrus no VMA 2013


Miley Cyrus deixou seus fãs sem palavras na noite desde domingo (25) ao se apresentar no palco do vídeo Music Awards 2013.

Sua coreografia totalmente sexual, deixou a platéia boquiaberta .


A reação dos convidados foi tipo: O que é isso?

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SÃO LÚCIFER - O Santo que a Igreja Católica não divulga

Sim, existe um santo conhecido como são lúcifer ou lúcifer calaritano, você não sabia né? Muitos não sabem! A igreja não toca muito no assunto, pois fazendo isso, teria que admitir que o nome lúcifer colocado na bíblia tem outro sentido e é totalmente deturpado.

O seu real significado não tem nada a ver com aquilo que a maioria das pessoas "informadas" pensam... Tanto é que existe até um santo canonizado com o nome de... Lúcifer!

Mas se a igreja admitisse isso oficialmente e divulgasse, é fato que a fé de muitas pessoas seria abalada!

Lúcifer ou Lúcifer Calaritano (em italiano San Lucifero) (m. 370 ou 371) foi um bispo de Cagliari na Sardenha e é um santo cristão conhecido, sobretudo, pelo sua oposição ao arianismo. No Concílio de Milão em 354 defendeu Atanásio de Alexandria e se opôs a arianos poderosos, o que fez o imperador Cosntantino II, simpatizante dos arianos, confiná-lo por três dias no palácio. Durante seu confinamento, Lúcifer debateu tão veementemente com o imperador que ele acabou por ser banido, primeiro para a Palestina e depois, para Tebas, no Egito. No exílio escreveu duras cartas ao imperador, que o pôs sob o risco de martírio.

Após a morte de Constantino e a ascensão de Juliano, Lúcifer foi solto em 362. Entretanto não pode se reconciliar com os antigos arianos. Ele consagrou o bispo Paulino, sem licença, criando assim um cisma. Possivelmente foi excomungado. Nos dá uma pista disso os escritos de Santo Ambrósio, Santo Agostinho e São Jerônimo, que referem-se a seus seguidores como luciferianos, uma divisão que surgiu no início do século V. Jerônimo em seu ALTERCATIO LUCIFERIANI ET ORTHODOXI (Altercação entre Luciferianos e Ortodoxos) demonstra quase tudo que se sabe sobre Lúcifer e suas idéias. Inclui-se entre os principais escritos do bispo de Cagliari: DE NON CONVENIENDO CUM HAERETICIS, DE REGIBUS APOSTATICIS, e DE S. ATANASIO.

Sua festa, no calendário da Igreja Católica é dia 20 de maio. Seu nome demonstra que Lúcifer não era, pelo menos no século IV, apenas um sinônimo para Satã. Todavia, com os movimentos a partir do século XIX houve certa confusão, dando a entender que luciferianos (diferentemente do sentindo teológico que é apresentado aqui) fossem satanistas. É de se observar que isso não faz com que seu culto seja suprimido ou sua canonização reavaliada. Muito embora ele não seja muito citado para evitar mal-entendidos e escândalos.

Uma capela na Catedral de Caligliari é dedicada a São Lúcifer (talvez a única no mundo). Maria Josefina Luísa de Savóia, rainha consorte, esposa de Luís XVIII de França está enterrada lá.


Igreja de São Lúcifer, em Cagliari (SARDENHA)
São Lúcifer, no Concílio de Milão (354), defendeu violentamente Santo Atanásio de Alexandria e suas ideias, ao ponto de ser também exilado pelo imperador Constâncio II, que havia aderido à doutrina ariana. Juntamente com o bispo, outro santo foi exilado, Eusébio de Vercelli, defensor da plena divindade de Cristo. Escreveu obras contrárias às heresias, sempre criticando duramente o arianismo, de modo que, seus seguidores eram chamados luciferianos, que posteriormente foram liderados por São Gregório de Elvira. A seu respeito, escreveu São Jerônimo na Altercatio Luciferiani Et Orthodoxi.

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domingo, agosto 25, 2013

Pessoas que vivem em sociedades mais ameaçadoras são mais conformistas

Sociedades que enfrentam uma série de perigos são mais propensas a terem estritas normas sociais e serem intolerantes com as pessoas que se desviam delas. Quanto mais segura é a sociedade, mais liberal e tolerante é seu povo.

Para descobrir como as estritas normas sociais estão em lugares diferentes, Michele Gelfand da Universidade de Maryland em College Park, e colegas, examinaram 6.800 pessoas em 33 países. Eles usaram os resultados para dar a cada país um valor de "rigidez", refletindo quantas normas sociais lá existem e como elas são rigorosamente aplicadas.

Países "rígidos" como a Índia e a Coréia do Sul tiveram mais normas sociais e mais rigorosas do que países "relaxados" como a Holanda e Estônia. Pessoas de países rígidos pensam que apenas uma pequena gama de comportamentos é aceitável em situações cotidianas, como comer em um restaurante.

E eles eram mais propensos a condenar a prostituição, aborto, divórcio, engano, evitar uma tarifa nos transportes públicos e de aceitar um suborno. Havia menos diversidade de opiniões, a religião era mais proeminente, e seus governos eram mais autocráticos.

Randy Thornhill da Universidade do Novo México reuniu algumas evidências de que sociedades com maiores taxas de doenças infecciosas são menos democráticas e mais conformistas, e argumenta que isso é porque tal rigidez minimiza os riscos de contaminação.

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Índia Implementa Programa de Identificação Biométrica para seus 1,2 Bilhão de Habitantes

Nos últimos meses escrevi vários artigos sobre a vindoura sociedade sem papel-moeda e a rede de controle tecnológico que está em desenvolvimento. Também escrevi sobre o aumento das tentativas do governo em obter e forçar o uso de informações biométricas para fins de identificação, rastreamento, detecção e vigilância.

Infelizmente, as reações que recebo do público em geral são quase sempre as mesmas. Enquanto alguns reconhecem o perigo, a maioria simplesmente nega que os governos tenham a capacidade, ou até mesmo o desejo, de criar um sistema pelo qual a população seja constantemente monitorada por meio de suas informações mais pessoais, inclusive as biológicas. Outros, tomados pela apatia ou pela ignorância, não conseguem acreditar que os aparelhos eletrônicos fabricados pelas grandes empresas de tecnologia não tenham apenas o propósito de entreter e divertir.

Entretanto, os eventos atuais na Índia devem servir não apenas de advertência, mas também como prenúncio dos eventos que sobrevirão aos países ocidentais.

A Índia lançou recentemente um programa em âmbito nacional que envolve a atribuição de um Número Exclusivo de Identificação para cada um de seus 1,2 bilhão de habitantes. Cada um dos números será vinculado aos dados biométricos do portador usando três tipos diferentes de informações — impressões digitais, escaneamento da íris e fotos do rosto. Todos os dez dedos das mãos serão registrados e os dois olhos serão escaneados: http://www.youtube.com/watch? (reportagem em inglês)

O projeto será dirigido pelo Instituto Indiano de Identificação Exclusiva, sob a premissa de prevenir o roubo de identidade e a fraude nos programas sociais. A Índia possui gigantescos programas de bem-estar e redes de segurança sociais, indo de assistência médica e auxílio para aquecimento a outros, como ajuda aos pobres. A fraude é um problema desmedido no país, especialmente com relação a esses programas, devido à predominância de políticos e burocratas corruptos que geralmente preenchem as listas dos programas sociais com nomes falsos e depois embolsam o dinheiro.

Entretanto, ainda que a justificativa para esse registro de um bilhão de pessoas seja a maior capacidade de distribuir precisamente os benefícios sociais, não serão apenas os programas sociais do governo indiano que consultarão e utilizarão os dados do Instituto de Identificação. De fato, mesmo antes do programa estar concluído, os principais bancos, governos municipais e estaduais e outras instituições estão planejando usar os dados para fins de verificação de identidade e, obviamente, para efetuar pagamentos e permitir a acessibilidade.

Como Aaron Saenz, do Singularity Hub (NT: Um site que traz notícias sobre tecnologia) informa:
"A utilização do registro exclusivo de identificação irá muito além do que apenas os programas sociais. O Instituto de Identificação está negociando com muitas instituições (bancos, órgãos governamentais, etc.) para permitir que eles usem os dados exclusivos de identificação como um meio de verificação da identidade. Essas instituições pagarão ao Instituto uma taxa para cobrir os custos e gerar receita. Parece não haver dúvida que, uma vez implantado, o registro exclusivo de identificação se tornará o método preferível de identificação na Índia."

Saenz também vê a possibilidade do programa se tornar uma forma de pagamento e acessibilidade. Ele prossegue:
"Não ficarei surpreso se o registro exclusivo de identificação, com suas informações biométricas, for usado futuramente como uma forma de pagamento (quando conectado a uma conta bancária), ou como uma chave para liberar a porta de casas e veículos. Pague o jantar com sua impressão digital e destrave a porta do carro piscando seus olhos. Resultados similares podem ser esperados em outros países que adotarem sistemas de identificação biométrica."

Saenz e outros proponentes do registro exclusivo de identificação, insistem em explicar que o programa "é apenas um número, não uma carteira de identidade". No entanto, essa afirmação é discutível. O próprio Saenz admite que as carteiras de habilitação para dirigir veículos e de identidade, emitidas pelo governo, citarão as informações do registro exclusivo de identidade.

A pergunta então é quanto dessas informações serão citadas e como isto será feito? As informações serão incluídas na carteira? Apenas parte das informações serão incluídas? Ou será que a carteira fará menção às informações digitais do registro exclusivo de identificação para que elas possam ser conferidas com as informações presentes na carteira? Com certeza, o registro exclusivo de identificação será usado por outras instituições fora dos programas de bem-estar social, mas nenhuma resposta a essas perguntas foi fornecida.

Mas, realmente importa se as informações estarão reunidas em uma carteira de identidade, se o governo já tem acesso a essas informações digitalmente? É mais do que provável que uma carteira de identidade nacional apareça como um complemento ao banco de dados já criado pelo registro exclusivo de identificação. Independente disso, as informações biométricas pessoais continuam a ser coletadas dos indivíduos. O banco de dados já existe.

De fato, as autoridades do governo já declararam que o banco de dados será usado pelas agências de Inteligência como forma de monitorar as transações bancárias, a aquisição de celulares e a movimentação dos indivíduos e grupos suspeitos de fomentar o terrorismo. Isto será muito fácil de fazer, pois o registro exclusivo de identificação será acessado toda vez que alguém fizer uso de serviços de departamentos do governo, hospitais e também seguros, telecomunicações e bancos.

Mesmo assim, aqueles que defendem o sistema também alardearam o fato que, no momento, o programa é opcional. Mas, é claro que não será opcional por muito tempo. Como já discuti em outros artigos, a introdução de programas como uma carteira de identidade nacional, dados biométricos, ou tecnologias de pagamento sem dinheiro vivo, sempre é sucedida pela obrigatoriedade dos mesmos. O objetivo final de um programa universal de vigilância, sem o uso de papel-moeda e sem a opção de ficar de fora é sempre introduzido de maneira furtiva e pelo emprego da técnica gradualista.

Em um primeiro momento, o programa é apresentado como uma forma de acelerar as transações, aumentar a eficiência e oferecer conveniência. Logo, porém, os governos e empresas começam a eliminar os métodos antigos de pagamento e de identificação e focam mais na nova tecnologia. A identificação usando os métodos tradicionais continua sendo uma opção, mas é vista como arcaica e dificultosa. Eventualmente, os métodos alternativos são eliminados de vez e a obrigatoriedade substitui o que antes era uma escolha individual.

Assim que os bancos, empresas e os serviços sociais do governo na Índia começarem a exigir a identificação pelo registro exclusivo de identidade, a possibilidade de ficar de fora do sistema e ter o que hoje passa por uma vida normal desaparecerá.

Esta é exatamente a intenção desse novo programa de identificação biométrica indiano. Na verdade, a sociedade sem papel-moeda é um objetivo declarado do programa. O presidente-executivo da MindTree IT Services, a empresa que venceu a licitação do governo para o desenvolvimento e manutenção do registro exclusivo de identificação, explicou em uma entrevista à ComputerWeekly que o "esquema apoiará uma sociedade sem o uso de dinheiro vivo. Ele disse que todos os vendedores terão um leitor biométrico e os cidadãos poderão efetuar compras apenas com sua impressão digital. Até mesmo um pacote de 1 kg de arroz."

Sem dúvida, mesmo após tal confissão feita pelo homem que foi vital no desenvolvimento do programa, muitos que lerem este artigo ainda verão isto como uma "teoria conspiratória".

Ainda assim, este novo e monumental esforço de coleta de dados pelo governo indiano se encaixa com outros esforços recentes no Ocidente para criar uma rede de vigilância eletrônica capaz de rastrear, detectar e registrar cada movimento e comunicação de cada cidadão dentro do território de um país.

As novas tecnologias que estão sendo introduzidas nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Austrália, como escâneres vasculares, sistemas biométricos de controle de funcionários, dispositivos de reconhecimento de voz, e sistemas de análise comportamental estão levando ao Conhecimento Total de Informações sobre cada indivíduo na face da Terra.

Apenas uma forma totalitária de governo desejaria este tipo de informação e apenas um governo totalitário bem determinado trabalharia ativamente para estabelecer este sistema. A Índia é apenas o primeiro país a colocar toda sua população em uma rede gigantesca de dados biométricos. Não podemos permitir que nosso país seja o próximo.

Nota: Este artigo, intitulado originalmente "A Sociedade Sem Papel-Moeda: Índia Implanta Primeiro Programa de Identificação Biométrica para Toda a População”, foi escrito por Brandon Turbeville e publicado em Active Post.

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