segunda-feira, junho 10, 2013

6 Sociedades secretas famosas

Talvez você não precise utilizar o seu título de eleitor esse ano, mas saiba que 2013 também é ano de eleições – a diferença é que, neste caso, não é só o voto que é secreto. No dia 9 de março, 40 mil homens que frequentam os rituais maçônicos irão se reunir para votar e escolher o seu próximo líder máximo, o grão-mestre que assume o comando da organização pelos próximos três anos. Este é apenas um dos rituais das sociedades secretas que se escondem nas misteriosas sombras da humanidade. Para aguçar sua curiosidade, listamos 6 sociedades secretas famosas que mostram que a verdade pode até estar lá fora – mas está muito bem escondida:


1. Ordem dos Templários

Dos templos para a fogueira 
Fundada em 1118, a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão foi a sociedade secreta mais pop e poderosa da Idade Média. O objetivo da ordem era proteger peregrinos que faziam viagem até a Terra Santa, garantindo a segurança no trajeto entre Jerusalém e Europa. A tropa de elite, subordinada à Igreja Católica, era formada por homens de Deus: além de votos de pobreza, castidade e obediência, os frades que integravam a ordem juraram também defender os lugares sagrados da cristandade e, se necessário, liquidar os infiéis.

A causa aparentemente “nobre” não demorou a desandar: em 1139 uma bula papal isentou os templários da obediência às leis locais e o poder logo subiu à cabeça. A série de abusos foi relevada até o grupo cometer uma mancada imperdoável: a perda da Terra Santa, reconquistada pelos muçulmanos. Com a expulsão dos cristãos do solo sagrado em 1303, os templários entraram na mira do papa Clemente V que, junto do rei da França, Filipe, o Belo, conspirou para a destruição da Ordem do Tempo Ordem do Templo. Em 13 de outubro de1307, a maioria dos templários foi presa. Em 1312 foi extinta definitivamente – ou, pelo menos, supõe-se que assim tenha sido: há quem defenda que alguns frades teriam reconstruído secretamente a ordem. Será?


2. Maçonaria

Quando o assunto é a mais famosa das sociedades secretas, não faltam criativas teorias da conspiração que situem seus membros entre guerreiros das cruzadas, arquitetos do templo do Rei Salomão e até entre egípcios responsáveis pelas pirâmides – sim, Dan Brown, estamos falando de você. A versão oficial diz que os maçons surgiram, na realidade, no fim da Idade Média, em canteiros de obras. Conhecimentos sobre o então prestigiado ofício passaram a ser compartilhados com um grupo seleto e confiável de aprendizes dentro das chamadas “lojas”. Foi em 1717 que a unificação de quatro destas unidades deu origem à Grande Loja de Londres, marco oficial da criação da maçonaria.

Entre o final do século 18 e começo do século 19, não havia nada mais cool do que pertencer a este seleto clube do bolinha (só homens acima de 21 anos indicados por um irmão maçom podem participar), famoso por reunir mentes inquietas, brilhantes e, principalmente, influentes. Para além de teorias mirabolantes, os maçons estiveram por muito tempo envolvidos em grandes marcos mundiais. Acredita-se que os maiores acontecimentos da independência dos EUA, país onde a instituição maior exerceu influência, foram decididos em lojas maçônicas. Entre os mais ilustres membros da turminha das antigas estadunidense estão ninguém menos que Benjamin Franklin e George Washington. No Brasil, o time de notáveis também não fica atrás: José Bonifácio, Patriarca da Independência, foi o primeiro grão-mestre da instituição no país; D. Pedro I, Rui Barbosa, marechal Deodoro da Fonseca e Joaquim Nabuco também compartilharam o título.

Mesmo sem exercer hoje a força e influência que marcou a instituição no passado, por trás das quatros paredes sem janelas (característica das lojas maçônicas) continuam se reunindo empresários, advogados, formadores de opinião que seguem os princípios da liberdade, democracia, igualdade, fraternidade e buscam a dominação mundial o aperfeiçoamento intelectual.

Bônus: Outras organizações misteriosas ligadas aos maçons povoam o imaginário popular. O ex-presidente americano Bill Clinton foi dirigente da Ordem DeMolay, sociedade fundada em 1919 nos Estados Unidos patrocinada pela maçonaria – um grupo formado por jovens do sexo masculino de 12 a 21 anos. As mulheres, deixadas de fora destes dois grupos, fazem parte da Ordem da Estrela do Oriente, organização paramaçônica, fundada em 1850, que aceita membros acima dos 18 anos com parentesco maçônico. A organização dá suporte à Ordem Internacional do Arco-Íris para Meninas, clube de serviço criado pela maçonaria em 1922 que tem como membros mulheres entre os 11 e 20 anos e se assemelha à Ordem Internacional das Filhas de Jó - organização também patrocinada pela maçonaria, criada em 1920, da qual participam mulheres entre 10 e 20 anos.


3. Illuminati

A pirâmide com o olho que tudo vê, presente no Grande Selo dos Estados Unidos, é considerado um símbolo dos Illuminati

Contra a Igreja e a monarquia, a Ordem dos Iluminados, ou simplesmente Illuminati, já surgiu ~causando~. Fundada em 1776 pelo alemão Adam Weishaupt, sua missão era libertar o mundo do que ele chamava de “dominação jesuíta da Igreja em Roma”. Weishaupt formou um grupo de conspiradores que deveria trazer de volta a pura fé dos mártires cristãos. Os cinco iniciados passaram a espalhar a doutrina pela Alemanha, o que não agradou nadinha o governo. Os Illuminati passaram a sofrer repressão e Weinshaupt acabou fugindo do país em 1784, colocando um ponto final na trajetória da polêmica organização. Ou não. Os Illuminati estão por aí, ainda atuantes, e trabalhando por debaixo dos panos para instituir um governo global chamado de Nova Ordem Mundial.


4. Opus Dei

Sua diminuta área de 0,44 km2 contribui para isso, é verdade, mas o Vaticano tem tudo para ser o país com mais segredos por metro quadrado do planeta. Um dos grandes mistérios é o Opus Dei, organização espiritual católica vinculada ao Vaticano criada em 1928 na Espanha. Os boatos que cercam a sociedade – da qual só pode fazer parte quem manifestar vocação antes do pedido de filiação – alimentam a mística em torno de suas atividades. As ações ultraconservadoras e totalitárias da organização (e o incentivo à autoflagelação) ganham a mídia e geram polêmicas, mas é sua influência política que levanta mais suspeita: há quem acredite que o Opus Dei é tão poderoso que pode decidir grandes questões da Igreja.

Como se não bastasse, além de ter como missão santificar o mundo, uma das funções secretas dos membros do Opus Dei seria ocupar posições de liderança na sociedade – e daí viria todo o poder e dinheiro da instituição. Isso pode muito bem ser verdade: a legião de 85 mil adeptos anônimos se espalha por todas as partes do mundo. A organização chegou ao Brasil na década de 1950 e estima-se que a organização conte com cerca de 1.700 membros no país.


5. Skull and Bones


Esqueça o que você aprendeu ao assistir aquele besteirol americano: apesar de ter surgido dentro dos dormitórios de uma faculdade, esta sociedade secreta e ultra-exclusiva é bem diferente das fraternidades comuns. A Skull and Bones (“Caveira e Ossos’, em português), foi fundada na Universidade de Yale em 1832. Reza a lenda que tudo começou por causa de uma dor de cotovelo: depois de ser rejeitado pela Phi Beta Kappa, uma das mais antigas e prestigiadas irmandades universitárias dos Estados Unidos, William Huntington Russell teria fundado a sociedade ultra-exclusiva – a cada ano, apenas 15 pessoas são escolhidas para fazer parte do grupo que atualmente conta com cerca de 800 membros. Poderia ser só mais um clubinho, não fossem as polêmicas que envolvem a organização que, acredita-se, tem ligação com os Illuminati.

Para além das teorias da conspiração, fato é que, entre os membros da sociedade, estão alguns dos mais importantes políticos e homens de negócios do EUA – a teoria é que eles trabalham juntos para ocupar as mais importantes posições de destaque no cenário estadunidense. Entre os membros da organização misteriosa, estão George Bush pai e George Bush filho, ambos ex-presidentes dos Estados Unidos. Até Henry Luce, fundador da corporação Time-Life, um dos mais importantes conglomerados de comunicação dos Estados Unidos e responsável pela influente revista Time, fez parte da Skull and Bones.


6. Rosacruz

Na Idade Média, a Inquisição não perdia a chance de jogar na fogueira quem ousasse questionar os dogmas católicos. Para evitar esse destino, os integrantes da Rosacruz preferiram não arriscar e fizeram valer o titulo de “sociedade secreta”. Interessados em descobrir mais sobre os profundos mistérios religiosos, os membros da Rosacruz recorriam às mais diversas fontes – gnosticismo (buscando o conhecimento à margem do que dizia a Igreja), a cabala (misticismo judaico), o esoterismo islâmico e também na filosofia, mitologia egípcia, astrologia e alquimia.

Envolta por mistérios, as origens da organização permanecem incertas até os dias de hoje. 

Enquanto alguns afirmam que sua criação data do ano 46, na Alexandria, a teoria mais famosa liga o surgimento da sociedade ao monge Christian Rosenkreuz, nascido em 1378, na Alemanha. Ao que tudo indica, aos 16 anos, ele viajou ao Oriente Médio e estudou diferentes artes ocultas. Para celebrar seus rituais secretos, ao voltar para a Alemanha, Rosenkreuz construiu a Spiritus Sanctum, a “Casa do Espírito Santo”. Quando a sua tumba foi encontrada, 120 anos depois de sua morte, o pastor luterano Johann Andrae retomou as atividades da Rosacruz. Apesar de muitos acreditarem que tudo não passa de uma lenda, muitas sociedades atuais se baseiam no valor simbólico da história: as andanças pelo mundo e a incorporação de elementos de várias tradições aludem à chamada Religião Universal da Sabedoria – que prega a tolerância religiosa, a harmonia e a paz.

domingo, junho 09, 2013

A África que os brasileiros não conhecem


Existe um “mundo” lá fora que os brasileiros não conhecem. Um mundo riquíssimo culturalmente, mas que o poder estabelecido faz questão de ocultar, é totalmente boicotado.


Funciona assim, a mídia oculta o que vale a pena ouvir e ver e ao mesmo tempo financia e promove o que não presta, o que é nocivo para a alma e aos ouvidos. Engenharia social para destruir uma sociedade com o que há de pior. Enquanto no Brasil a população se conforma com “funk”(o marketing do narcotráfico para atrair mais consumidores) e “pagode” como sendo a “legítima expressão brasileira”, sendo isto exportado como “cultura brasileira”, na África encontramos artistas produzindo música com qualidade como Dobet Gnahoré, Diogal ou Baro.

O mesmo acontece com o continente africano, no ocidente nos vendem a imagem de uma terra tribal e primitiva, onde só existem leões, elefantes e bosquímanos com a bunda de fora. Ouça Chimamanda Adichie sobre “Os perigos de uma história única”. Os “amos do mundo” manipulam a história e a contam conforme seus interesses.

Vender a imagem de um Brasil onde só têm “macacos” comendo banana, “mulatas fáceis” e africanos onde só existem “bosquímanos primitivos” favorece à quem?

Nota-se que quando uma população aceita passivamente o que lhe é imposto pela mídia, está condenada a não ter personalidade nem opinião própria sobre nada, ao mesmo tempo em que vai perdendo sua identidade cultural, cada indivíduo apenas repete o que é ditado pelo establishment.

Existem vários músicos brasileiros excelentes que não possuem acesso às rádios e TV’s, não é por um acaso, manter a sociedade ignorante, agressiva e em baixa vibração é o objetivo da elite estabelecida, não só no Brasil como em todos os países latinoamericanos. Na Argentina existe uma “coisa” chamada “cúmbia”, também outro produto da indústria illuminati para manter os jovens no submundo da ignorância e pornografia.

Através do som estão destruindo gerações de jovens com “músicas” contendo apologia às drogas, à violência, ao crime, à prostituição, à pornografia e à pedofilia. Isto não ocorre por um acaso, faz parte da agenda de destruição de valores morais, éticos e culturais de um povo.

O símbolo do nazismo

Pelo que parece, a suástica é um símbolo pré-histórico, e sua escolha, para quem pretendia dominar o mundo, tinha objetivos certos.

A suástica é um símbolo que só perde para a cruz em matéria de simbolismo, mesmo assim, ela, a suástica, também é uma cruz.

Pelo fato de representar 10.000, em um desses países, faz-me lembrar um padrão de guerra no passado, onde a maioria dos exércitos tinha dez mil homens, apenas Gengis Khan viria mudar esse padrão, mas isso foi só uma lembrança. De fato, o significado da suástica está ligado à religião.

Os mentores de Hitler eram ocultistas e não tiveram dúvidas de que Hitler era o escolhido de seus livros sagrados, uma espécie messias do Nazismo. O mundo viu, mais uma vez, a grande prova de que a religião e a política não deveria se misturar.

Se os nazistas conheciam os significados da suástica em todos esses países? Ninguém sabe, mas provavelmente não, o fanatismo racista dificilmente aceitaria outras culturas, ditas inferiores pelos nazistas.
A suástica "virada à direita", é utilizada em cerimônias civis e religiosas, é utilizada também como amuleto de sorte e sucesso. Aparece no período neolítico da Índia e na pré-história de Tróia e Chipre, e, curiosamente, apesar de aparecer em tão diferentes culturas, não aparece no antigo Egito, Assíria ou Babilônia.

No início do século XX, era utilizada em várias partes do mundo, como amuleto de sorte e sucesso. Nos países nórdicos está relacionada a Runa, Gibur ou Gebo.

Quando o partido nazista adotou a suástica como logomarca, ela passou a ser associada com a ideologia do nazismo.

Heinrich Schliemann descobriu esta imagem no antigo sítio em que localizara a cidade de Tróia, sendo então associada com as migrações ancestrais dos povos "proto-indo-europeus" dos Arianos.

Ele fez uma conexão entre estes achados e antigos vasos germânicos, e teorizou que a suástica era um "significativo símbolo religioso de nossos remotos ancestrais", unindo os antigos germânicos às culturas gregas e védicas.

O casal William Thomas e Kate Pavitt especulou que a difusão da suástica entre diversas culturas mundiais (Índia, África, América do Norte e do Sul, Ásia e Europa) apontava para uma origem comum, possivelmente da Atlântida.

Alfred Rosenberg, o primeiro a utilizar essas idéias, associou-as aos povos nórdicos, Rosemberg também foi o teórico da pureza racial ariana.

A palavra "suástica" deriva do sânscrito svastika (no script Devanagari), significando felicidade, prazer e boa sorte. Ela é formada do prefixo "su-" (cognata do grego e?-), significando "bom, bem" e "-asti", uma forma abstrata para representar o verbo "ser". Suasti significa, portanto, "bem-ser". O sufixo "-ca" designa uma forma diminutiva, portanto "suástica" pode ser literalmente traduzida por "pequenas coisas associadas ao que traz um bom viver (ser)". O sufixo "-tica", independentemente do quanto foi dito, significa literalmente "marca". Desta forma na Índia um nome alternativo para "suástica" é shubhtika (literalmente, "boa marca"). A palavra tem sua primeira aparição nos clássicos épicos em sânscrito Ramayana e Mahabharata

A palavra "suástica" deriva do sânscrito svastika (no script Devanagari), significando felicidade, prazer e boa sorte. Ela é formada do prefixo "su-" (cognata do grego e?-), significando "bom, bem" e "-asti", uma forma abstrata para representar o verbo "ser". Suasti significa, portanto, "bem-ser". O sufixo "-ca" designa uma forma diminutiva, portanto "suástica" pode ser literalmente traduzida por "pequenas coisas associadas ao que traz um bom viver (ser)". O sufixo "-tica", independentemente do quanto foi dito, significa literalmente "marca". Desta forma na Índia um nome alternativo para "suástica" é shubhtika (literalmente, "boa marca"). A palavra tem sua primeira aparição nos clássicos épicos em sânscrito Ramayana e Mahabharata.

A Europa Ocidental ainda apresenta significados bizarros como:

"Aranha negra" - como chamada por diversos povos da Europa Ocidental.

"Cruz torta", "Cruz Gamada" (ou "em ganchos") - na Heráldica.

Sinomía em outros idiomas:

Alemão: Hakenkreuz;

Dinamarquês: hagekors;

Neerlandês: hakenkruis;

Esperanto: hokokruco;

Estoniano: haakrist;

Finlandês: ''hakaristi;

Húngaro: horogkereszt;

Islandês: hakakross;

Italiano: croce uncinata;

Norueguês: hakekors;

Romeno: Cruce încârligata;

Sérvio: kukasti krst;

Sueco: hakkors;

Sonnenrad: cruz do sol, quatro pernas;

Grego: martelos de Thor, associado com o deus do trovão nórdico;

Lituano: cruz de trovão;

As primeiras suásticas são datadas de 4.000 anos antes de cristo, em cerâmica, escrita vinca e na região do indo, 3.000 antes de Cristo, utilizada pelo budismo e hinduismo, posteriormente.

Vasos em Sintashta, 2.000 antes de Cristo. Nas idades do bronze e do ferro, foram encontrados no norte do cáucaso e Azerbaijão, oriundos das culturas dos cítios e sarmácios.

Para Bárbara G. Walker, autora de um livro sobre símbolos, oriundos das culturas dos cítios e sarmácios.

Carl Sagan reproduz um antigo manuscrito chinês, cometas com quatro braços curvados, lembrando a suástica. Sagan sugere que na antigüidade um cometa possa haver se aproximado bastante da Terra de forma que os jatos de gases que fluem dele, vergados pela rotação do cometa, tornaram-se visíveis – o que justificaria a representação da suástica como símbolo mundialmente existente.

A suástica é um dos símbolos sagrados do hinduísmo há pelo menos um milênio e meio. Ela é usada ali em vários contextos: sorte, o Sol, Brahma, ou no conceito da “samsara”. O budismo particularmente teve grande penetração noutras culturas, em especial no Sudeste da Ásia, China, Coreia, Japão, Tibete e Mongólia desde fins do primeiro milênio. Supõe-se que o uso da suástica pelos fiéis “Bom” do Tibet, e de religiões sincréticas como a “Cao Daí” do Vietnã , e “Falun Gong” da China, tenha sido tomado emprestado ao budismo. Da mesma forma, a existência da suástica como símbolo do Sol entre o povo “Akan” – civilização do sudoeste da África, pode ter sido igualmente resultado da transferência cultural em virtude do tráfico escravista por volta do ano de 1500.

O uso do símbolo no ocidente, junto às significações religiosas e culturais que lhe emprestaram, foi corrompido no começo do século XX, quando foi adotado pelo Partido Nazista. Isto ocorreu porque os nazistas declaravam que os arianos eram os antepassados do povo alemão moderno e propuseram, por causa disto, que a subordinação do mundo à Alemanha fosse algo imperativo, e até mesmo predestinado. A suástica então tornou-se um símbolo conveniente, de forma geométrica simples e ao mesmo tempo marcante, a enfatizar este mito ariano-alemão, insuflando o orgulho racial. Desde a II Guerra Mundial a maior parte do mundo ocidental tem a suástica apenas como um símbolo nazista, levando a equivocadas interpretações de seu uso no Oriente, além de confusão quanto ao seu papel sagrado e histórico em outras culturas.

Geometricamente a suástica pode ser definida como um icoságono (polígono de 20 lados) irregular. Os “braços” têm largura variável e são frequentemente retilíneos (mas isto não é obrigatório). As proporções da suástica nazista, entretanto, eram fixas: foram fixadas numa grade 5x5.

Uma característica fixa é a rotação em 180° de simetria e não eqüilateral – portanto com ausência de simetria reflexiva entre as suas metades.

A suástica é, depois da cruz eqüilateral simples (a "cruz grega"), a versão mais difundida da cruz.

A visão de Wilhelm Reich - O polêmico psicanalista Wilhelm Reich (ucraniano de origem germânica), em "Die Massenpsychologie des Faschismus, Frankfurt 1974, S. 102-107", faz a seguinte leitura do efeito psicológico da suástica:

1.O Nazismo serviu-se da simbologia para atrair sobretudo a massa de trabalhadores alemães, enganando-os com a promessa de que Hitler seria um Lênin para a Alemanha;

2."sob o simbolismo da propaganda, a bandeira era o que primeiro chama a atenção (cantando:).

Nós somos o exército da suástica,

Erguemos as bandeiras vermelhas

O trabalhador alemão nós queremos

Assim trazer para a liberdade."

Usando músicas que claramente pareciam comunistas, e com a bandeira habilmente composta, passava o Nazismo um caráter revolucionário para as massas.

Reich atesta que a "teoria irracional" da superioridade racial, tinha apelos ao subconsciente, através das formas da suástica e dos contrastes oferecidos pelas cores utilizadas (vermelho, preto e branco), chegando mesmo Hitler a afirmar que esta cruz era um símbolo anti-semita, em sua origem.
"Se olharmos detidamente para as suásticas no lado direito, vemos que elas claramente revelam formas humanas esquematizadas. Já a suástica voltada para a esquerda, mostra um ato sexual…".
Para o Hinduismo, os dois símbolos representam as duas formas do deus criador, Brahma: voltada para a direita, a cruz representa a evolução do Universo (ou Pravritti); para a esquerda, simboliza a involução do Universo (Nivritti). Também pode ser interpretado como representando as quatro direções (Norte, Leste, Sul e Oeste), com significado de estabilidade e solidez.

O Budismo foi fundado por um príncipe hindu e as duas formas da suástica são uma herança dessa cultura. O símbolo foi incorporado, desde a Dinastia Liao, nos ideogramas chineses, com o sinal representativo ? ou ? (wan, em chinês; man, em japonês; van, em vietnamita), significando algo como "um grande número", "multiplicidade", "grande felicidade" ou "longevidade", mas o desenho ? (suástica virada à direita) é raramente usado. A suástica marca as fachadas de muitos templos budistas. As suásticas (qualquer das duas variantes) costumam ser desenhadas no peito de muitas esculturas de Buda, e frequentemente aparece ao pé da estatuária de Buda.

Em razão da associação da suástica voltada para a direita com o nazismo após a segunda metade do século XX, a suástica budista, fora da Índia, tem sido utilizada apenas na sua forma ( virada para a esquerda).

A suástica, usada na arte e escultura budistas, é conhecida dentro da língua japonesa como "manji" (que, literalmente, pode ser traduzido como: caractere chinês para eternidade ), e representa o Dharma, a harmonia universal, o equilíbrio dos opostos. O símbolo virado à esquerda representa amor e piedade; voltado para a direita é força e inteligência.

No Japão, a suástica é chamada manji. Desde a Idade Média é usado como um Mon - ou "brasão de armas" de algumas famílias. Na simbologia japonesa a suástica virada à esquerda e horizontal ou manji é usada para indicar o local de um templo budista. A suástica à direita é chamada de gyaku manji (literalmente, manji invertido), e também é chamada de kagi juji, significando, literalmente, "cruz em gancho".

O Jainismo dá mais ênfase à suástica que o Hinduísmo. É um símbolo do progresso humano, e representa o sétimo Jina (Santo), o Tirthankara Suparsva. É considerada uma das 24 marcas auspiciosas, emblema do sétimo arhat dos tempos atuais. Todos os templos do Jain, assim como seus livros santos, contêm a suástica. Suas cerimônias começam e terminam com o desenho da suástica feito várias vezes em volta do altar.

Algumas fontes indicam que a imperatriz chinesa Wu, da dinastia Tang (684-704), decretou que a suástica seria usada como um símbolo alternativo para representar o sol. Como parte da lista de caracteres do idioma chinês (mandarim), a suástica tem seu código (Unicode) U+534D (e a pronúncia segue o caractere chinês, no cantonês, man; no mandarim, wan) para a suástica voltada para a esquerda, e U+5350 para a suástica virada à direita.

O mandarim Wan é um homófono para o número 10 mil, que é usado para representar o todo da criação, no Tao Te Ching, o livro basilar do taoísmo.

A forma da suástica é um símbolo bastante antigo na cultura Kuna, de Kuna Yala, no Panamá. Para eles a imagem lembra o polvo que criou o mundo: seus tentáculos, voltados para os quatro pontos cardeais, deram origem ao arco-íris, ao sol, à lua e às estrelas.

Em fevereiro de 1925 os Kuna se revoltaram contra a supressão de sua cultura, pelo governo panamenho, e em 1930 conquistaram autonomia. A bandeira oficial do estado exibe a suástica, com formas e cores que variaram ao longo dos tempos: as faixas antes da cor laranja eram vermelhas, e em 1942 um círculo (representando o tradicional anel de nariz dos Kunas) foi acrescentado para diferenciá-la ainda mais do símbolo do partido nazista.

Na Grécia Antiga a deusa Atena era por vezes retratada num roupão ornado por suásticas.

A medieval Liga da Corte Sagrada - Walker (em A Woman's Dictionary of Symbols and Sacred Objects) informa que a suástica duplicada era associada com as Cortes Vêmicas da Idade Média, uma seita secreta fundada para perseguir os hereges e judeus, antes de ficar associada à Inquisição. Esses tribunais, segundo ela diz, continuaram como sociedades ocultas para a prática da justiça sumária e do anti-semitismo, até o século XIX, quando foi sucedida pelo Partido Nazista, cujos associados teriam substituído a suástica dupla pela única.

Insígnia do 45th Infantry.A 45ª Divisão de Infantaria do Exército norte-americano usava uma suástica amarela sobre fundo vermelho como símbolo da unidade até os anos 30, como referência ao Pássaro-trovão da mitologia (Thunderbird).

Bandeira da Espanha Nacionalista durante a Guerra Civil Espanhola. Espanha - Os nacionalistas eram chamados de nazistas pelos republicanos, enquanto os republicanos eram chamados de comunistas pelos nacionalistas.
…o que inspirou Hitler para usar a suástica como símbolo da NSDAP já era usado pela Sociedade Thule (em alemão: Thule-Gesellschaft) considerando-se que havia muitas ligações desta com o DAP (Partido dos Trabalhadores) (…) de 1919 até o verão de 1921 Hitler usou a biblioteca Nationalsozialistische especial do Dr. Friedrich Krohn, um sócio muito ativo da Thule-Gesellschaft (…) Dr. Krohn também era dentista de Sternberg, que foi nomeado por Hitler para desenhar uma bandeira semelhante aquela que Hitler projetara em 1920 (…) durante o verão de 1920 a primeira bandeira do partido foi apresentada no Lago Tegernsee (…) sua fabricação foi caseira (…) não foram preservadas as primeiras bandeiras, e a bandeira do Ortsgruppe München foi então considerada como a primeira bandeira do Partido.
A primeira vez que a suástica foi usada com um significado "ariano" foi em 25 de dezembro de 1907, quando os auto-denominados Ordem dos Novos Templários, uma sociedade secreta fundada por Adolf Joseph von de Lanz Liebenfels, içou no Castelo de Verfenstein (na Áustria), uma bandeira amarela com uma suástica e quatro flores-de-lis. 


A Legislação brasileira diz:
1º Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo. Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.
Fonte: Wikipedia

sábado, junho 08, 2013

Radiação da Usina Nuclear de Fukushima já está matando os norte-americanos


Se você mora na costa oeste do Canadá ou dos Estados Unidos, praticamente já você está ferrado neste ponto, graças ao terremoto no Japão e tsunami de 2011. Os níveis de radiação já estão aumentando no alimento e água, os bebês que nascem com problemas de tireóide associados à radiação estão subindo rapidamente e os governos do Canadá e dos Estados Unidos estão elevando os "níveis aceitáveis" de certas substâncias tóxicas no alimento que está sendo enviados do Japão .


Esta não é uma teoria da conspiração, isso está acontecendo e isso está acontecendo agora.

A pequena imagem de fantasia no topo do artigo, não está mostrando o fluxo de divertimento feliz tempo pensamentos do Japão em março de 2012, ele está mostrando o fluxo de radiação da usina nuclear de Fukushima após o devastador terremoto e tsunami de 2011 . Sim, essa dor aguda você só sentiu no peito é a súbita percepção de que a imagem mostra a radiação atingindo Havaí quase passado mais de um ano atrás.

Faça as contas - se que a radiação gritou através do Oceano Pacífico, que agora, em um ano, o quão longe você acha que ficou desde então? Olhe para o World Truth TV está dizendo e, em seguida, você decide.
As amostras de leite colhidas nos Estados Unidos têm mostrado níveis de radiação em 2.000 por cento mais elevados do que EPA máximos. A razão pela qual o leite é tão importante é que ele é o representante de toda a cadeia alimentar. De acordo com um artigo publicado no Notícias Natural ", vacas consomem grama e são expostos aos mesmos elementos como culturas alimentares e fontes de água. Em outras palavras, quando o leite de vaca começa a testar positivo para altos níveis de elementos radioativos, isto é indicativo de contaminação radioativa de toda a cadeia alimentar. "
A Food and Drug Administration e da Agência de Proteção Ambiental Deception, em vez de recusar-se a proibir a venda de alimentos contaminados e teste obrigatório de alimentos produzidas e colhidas a partir da costa do Pacífico, simplesmente levantou os "níveis aceitáveis" de material radioativo nos alimentos.
Se isso não assustar o crap sempre viva fora de você, então dê uma olhada na lista de alimentos que você está agora deveriam ser cauteloso, você sabe, apenas para os próximos 30 mil anos.

Como podemos nos proteger?

Em primeiro lugar, estar ciente de que são susceptíveis de ser altamente contaminada itens.

1.) FRUTOS DO MAR: Pergunta a origem de todos frutos do mar.Peixes e crustáceos do Oceano Pacífico devem ser considerados para ser envenenado com radiação.

2) Água:. As chuvas e queda de neve são todos irradiada. Não beber água que não tenha sido filtrada. A água da torneira que brota da sua torneira não foi tratada para se livrar de partículas radioativas.Um relatório recente do NY Times declarou: "Um programa de monitoramento de água no terraço gerido pelo Departamento de Engenharia Nuclear da Universidade de Berkeley detectados picos substanciais na chuva-borne iodo-131 durante as chuvas torrenciais ...

3) os produtos lácteos:. Leite e produtos lácteos de estados da Costa oeste têm atualmente os mais altos níveis de radiação na América do Norte.

4) PRODUZIR: vegetais folhosos, Vinhos, tomates, morangos .... todos os produtos da Califórnia ou qualquer outro Estado da Costa Oeste também são susceptíveis de ser maculada.

5) CARNE: Se um animal come nenhum legume ao longo de toda a costa oeste, o animal consumiu radiação, e é envenenado. Este é todo o animal de vacas, porcos, cabras, ovelhas para veados selvagens e outro jogo.

Se você comer os alimentos acima de áreas com altos níveis de radiação, você está comendo radiação e alimentá-lo para seus filhos. Lentamente, os níveis de radiação dentro de seu corpo irá acumular. Este é permanente.

Taxas de mortalidade infantil nos Estados Unidos aumentaram mais de 35% desde o desastre nuclear, de acordo com um comunicado do tribunal pelo Dr. Sherman com o cientista independente Leuren Moret, MA, PhD. Um estudo publicado no The International Journal of Medicine indica que mais de 20 mil mortes aqui na América do Norte pode ser diretamente atribuído à liberação de material radioativo de Fukushima.
Isótopos radioativos do tipo divulgado de Fukushima tem uma meia-vida de 30.000 anos. Isso significa que temos que mudar permanentemente a maneira como preparar nossa comida.
  • Lave os alimentos com água e sabão e enxaguar em água filtrada.
  • Esteja ciente das origens da sua legumes, peixe, caça e frutos do mar.
  • Mantenha-se informado dos níveis de radiação para ajudar a monitorar onde o seu alimento é adquirido.
  • Utilize somente água filtrada para beber, cozinhar e gelo.

Eu não sei sobre o resto de vocês, mas que uma viagem maneira para colonizar Marte está parecendo muito muito atraente agora.

O Genoma do lótus sagrado poderá revelar segredos da vida eterna

Não é apenas pela beleza que a flor de lótus é considerada símbolo de elevação espiritual - sua biologia também é absolutamente de outro mundo. 

A flor de lótus é conhecida mundialmente como um símbolo de pureza espiritual e longevidade.

O que poucos sabem é que ela é conhecida também pelos biólogos por uma quase "vida eterna".


Segredos genéticos do lótus sagrado

O lótus sagrado já foi documento no registro geológico de 135 milhões de anos atrás, quando os dinossauros ainda viviam na Terra.

E existem casos documentados de sementes de lótus que sobreviveram e continuaram viáveis por 1.300 anos.

Ou seja, não é apenas pela beleza da flor de lótus que esta planta é considerada símbolo de elevação espiritual - sua biologia também é absolutamente de outro mundo.

Por isso, uma equipe de 70 cientistas dos EUA, China, Austrália e Japão dispuseram-se a partir em busca dos segredos sagrados do lótus - biologicamente falando.

Para isso, eles sequenciaram seu genoma completo.

Os cientistas acreditam que o chamado lótus sagrado tenha um sistema genético capaz de consertar defeitos genéticos induzidos ambientalmente, podendo conter segredos sobre como envelhecer com saúde.

A equipe sequenciou cerca de 86% dos cerca de 27 mil genes da planta, cujo nome científico é Nelumbo nucifera.


O lótus e vida eterna biológica

"O genoma do lótus é muito antigo, e agora conhecemos seu ABC," disse Jane Shen-Miller, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA). "Os biólogos moleculares agora poderão estudar mais facilmente a forma como os seus genes são ligados e desligados durante períodos de estresse, e porque as sementes desta planta podem viver por 1.300 anos. Este é um passo para aprender o segredo anti-envelhecimento que o lótus sagrado pode nos revelar."

A Dra Shen-Miller afirma que os mecanismos de reparo genéticos do lótus podem ser muito úteis se puderem ser transferidos para os seres humanos ou para culturas - como arroz, milho e trigo -, cujas sementes têm períodos de poucos anos de vida.

"Se os nossos genes pudessem reparar doenças, assim como os genes do lótus, poderíamos ter um envelhecimento saudável. Precisamos aprender sobre seus mecanismos de reparação, e sobre as suas propriedades bioquímicas, fisiológicas e moleculares, e o genoma do lótus agora está aberto a todos."

A genética incomum do lótus sagrado lhe dá algumas habilidades de sobrevivência únicas. Suas folhas repelem a sujeira e a água, suas flores geram calor para atrair polinizadores e o revestimento do fruto do lótus possui antibióticos e cera que asseguram a viabilidade da semente que ele contém.

O soldado do futuro


As guerras sempre foram potentes motores de desenvolvimento de tecnologias — e não estamos falando apenas na vertente bélica, com a produção de armas cada vez mais precisas e potentes. Áreas como a comunicação, a geolocalização e a de monitoramento tiveram grandes avanços graças a conflitos históricos.
Você pode não saber, mas muitos dos aparelhos eletrônicos, utensílios de cozinha e até tipos de alimentos que fazem parte do nosso dia a dia, como forno micro-ondas, aparelho GPS, computador, panela de teflon, margarina e leite condensado, são legados de pesquisas militares.

E como você deve imaginar, os centros de desenvolvimento dos exércitos de todo o mundo não param de pensar em formas de aprimorar o desempenho e a proteção de seus soldados. Nós fomos atrás do que está sendo criado para ser incorporado à rotina dos combatentes e elaboramos este infográfico. Agora você confere mais detalhes de cada uma dessas tecnologias.

Capacetes tecnológicos

Armadura facial

Atualmente, o rosto dos soldados é uma região que fica muito exposta. Para tentar corrigir isso, o exército dos EUA desenvolveu uma espécie de armadura facial chamada Predator Facial Armor. O dispositivo consiste em um capacete de alta resistência com proteções especiais para a mandíbula, olhos, nariz e boca.

(Fonte da imagem: Reprodução/Blanddesign)

Mais do que apenas proteger o rosto dos militares e amenizar impactos, esse equipamento possui recursos tecnológicos para informá-los durante as missões, incluindo um radar de 360 graus capaz de indicar alvos móveis e uma tela para exibir informações úteis, como mapas, posicionamento de companheiros e possíveis integrações computadorizadas com armas.

Subconsciente em forma de alerta

A DARPA, famosa agência do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, criou um capacete dotado de sensores que medem a atividade das ondas P-300 do cérebro, as quais são uma forma de resposta do nosso organismo para estímulos muito sensíveis e inconscientes. O sistema ainda conta com uma câmera externa e móvel de 120 megapixels que envia 10 imagens por segundo para a pessoa que está usando o capacete, permitindo o monitoramento de outros locais.

Mesmo que o soldado não perceba uma ameaça imediatamente, o seu cérebro aumenta a frequência das ondas P-300, que são detectadas pelo capacete, e o militar é avisado para prestar maior atenção em determinado ponto da transmissão de vídeo.

(Fonte da imagem: Reprodução/DARPA)
Esse sistema reduziu os alertas conhecidos como falsos-positivos (mesmo conceito do que conhecemos nos antivírus) no período de uma hora de 810, quando operado apenas pelo computador, para apenas cinco com a ajuda do capacete e de um combatente.

O pentágono também possui um projeto para um capacete que permite a visão de 360 graus.

Proteção para os olhos

Óculos para uso militar

A mesma DARPA que citamos acima, em pareceria com uma empresa chamada Vuzix, é responsável pelo desenvolvimento da nova geração de óculos para uso militar. Embora a aparência desses acessórios seja bem parecida com a dos modelos que encontramos nas lojas convencionais, a tecnologia incorporada neles é bem superior.

Os óculos contam com um sistema holográficos que permite sobrepor imagens à lente, criando uma sensação de realidade aumentada. Por meio desse recurso, o sistema possibilitaria a análise de ambientes em tempo real. As lentes desse aparato devem ter menos de 3 milímetros de espessura e, quando o sistema estiver desligado, ser completamente transparentes.


Lentes de contato exclusivas

Ainda no tocante aos olhos, os departamentos de defesa dos EUA tem planos de produzir lentes de contato para aperfeiçoar a visão dos soldados. Essas lentes teriam uma camada finíssima que serviria como tela, mostrando informações do campo de batalha, por exemplo.

Além disso, elas teriam funções de visão noturna e de ampliação do alcance de visão dos combatentes. Com isso, os militares seriam poupados de carregar diversos equipamentos, como binóculos, óculos de visão noturna, entre outros. Inclusive, há indícios de que esse tipo de tecnologia já esteja sendo usada. Soldados que mataram o terrorista Osama bin Laden teriam usado lentes de contato que os permitiam enxergar no escuro

Uniformes 

Tecidos para todos os gostos

Diferente de tempos antigos, quando os soldados carregavam apenas seus fuzis e cantis, hoje os militares precisam levar consigo uma infinidade de aparelhos eletrônicos — o que os força a transportar também pesadas baterias.

Pensando em solucionar esse inconveniente, pesquisadores da Universidade de Glasgow desenvolveram uma roupa especial fabricada com tecido fotoelétrico, ou fotovoltaico, que absorve as radiações solares e as transforma em fonte de energia. Quando utilizado durante a noite, o Solar Soldier, como foi batizado o projeto, substitui os raios do sol pelo calor do corpo para absorver energia.


Modelo de roupa com suporte para carga de energia do exército britânico. (Fonte da imagem:Reprodução/The Verge)
O exército britânico possui um sistema com o mesmo objetivo, com a diferença de que o uniforme possui uma espécie de bateria incorporada, que armazena a energia elétrica e a transmite para todos os equipamentos em uso.

As vestimentas dos soldados também podem servir para ampliar o sinal de transmissão dos aparelhos de comunicação. Cientistas da Universidade de Ohio estão trabalhando em um novo design de antenas que iriam dentro das roupas dos militares. O protótipo da tecnologia usa uma capa plástica e fios metálicos para se fixar no interior do uniforme, é capaz de enviar e receber sinais de forma multidirecional e apresenta um alcance quatro vezes maior do que as antenas adotadas atualmente pelas forças armadas.

Um tecido mais resistente usado na confecção das vestimentas militares poderia salvar vidas — essa é a aposta da empresa Neptunic Technologies. Na verdade, a invenção dessa fabricante, umtecido baseado em ligas metálicas, foi pensada para proteger surfistas e mergulhadores do ataque de tubarões. Contudo, a malha se mostrou tão eficiente que já está sendo negociada para ser empregada nos uniformes militares.

Cinto de direção

No calor e na adrenalina de um tiroteio, não é difícil se sentir perturbado e perder o senso de direção. O exército dos EUA tem desenvolvido um dispositivo que permitirá aos seus recrutas orientar-se com mais facilidade, sem a necessidade de ficar olhando para o aparelho de GPS a todo instante.

A tecnologia é baseada em um cinto ligado a um sistema de geolocalização, um acelerômetro e uma bússola digital. Esses equipamentos rastreiam e fornecem as informações de localização do soldado. Para transmitir isso de maneira objetiva ao combatente, os pesquisadores implementaram sensores vibratórios em pontos que representam os pontos cardeais e colaterais.

(Fonte da imagem: Reprodução/NewScientist)

Dessa forma, os militares são guiados a partir das vibrações emitidas pelo aparato em suas cinturas. Os sinais podem ser emitidos em intervalos diferentes com o intuito de fornecer avisos mais específicos, como a proximidade do alvo.

Cueca inteligente

O último acessório relacionado com a vestimenta que você não poderia deixar de conhecer é uma cueca “inteligente”. A peça de roupa íntima dos combatentes também poderá servir para monitorar alguns de seus sinais vitais, como frequência cardíaca, temperatura da pele e condições respiratórias.

A tecnologia, criada pelo U.S. Army Medical Research Material Command and Telemedicine, em parceria com o Advanced Technology Research Center, consiste em um termostato e sensores com gel capazes de manter o monitoramento ininterruptamente. A cueca inteligente deve ajudar os militares a identificar as situações de estresse enfrentadas pelos soldados durante os treinamentos.


Coletes à prova de balas

Outro aparato essencial para um soldado é o colete à prova de balas. Nesse aspecto, as pesquisas militares também devem trazer novidades em breve. Uma das alternativas está sendo desenvolvida pela Universidade da Califórnia: uma material que pode ser usado nos equipamentos de proteção com base na estrutura da escama do peixe amazônico arapaima, o qual é mais conhecido como Pirarucu.

A couraça dessa espécie possui fibras organizadas em direções alternadas, como pisos de tacos de madeira, sobre uma camada de colágeno. Essa composição permite que a sua estrutura seja rígida e flexível ao mesmo tempo.

(Fonte da imagem: Reprodução/UC San Diego)

O outro projeto que poderá ser empregado nos coletes dos soldados está também está sendo elaborado por cientistas da Universidade da Califórnia, mas nessa pesquisa a inspiração do material resistente veio de um crustáceo chamado tamarutaca. A ideia aqui é estudar a a composição de suas patas, formadas por microestruturas que se unem em uma carapaça especial.

Camuflagem

Soldados "invisíveis"

Quem já teve a oportunidade de jogar a franquia Metal Gear Solid ou Crysis conhece a grande vantagem oferecida por uma camuflagem que torna o soldado invisível. Obviamente, esse tipo de recurso também é um sonho de consumo para qualquer exército do mundo real. Se depender da empresa Special Operations Apps, esse tipo de aperfeiçoamento não deve demorar para se tornar comum nos campos de batalha.

A tecnologia desenvolvida por ela é um software que utiliza fotografias do local em que o confronto será realizado para criar padrões próprios para esses terrenos específicos. Após a definição desses parâmetros, esses padrões podem ser aplicados em diferentes tipos de tecido. Ainda estamos longe das roupas nanotecnológicas dos games, mas com certeza uma farda feita para um determinado ambiente promove uma bela vantagem.

Tinta que repele calor

Além de funcionar como camuflagem, aquelas tintas que os soldados passam no rosto também poderão servir para evitar que eles sejam queimados. Químicos e engenheiros da Universidade do Sul do Mississipi criaram um composto à prova d’água, de fácil remoção e que não irrita olhos, boca ou nariz. Mas o grande destaque dessa tinta é que ela pode refletir ondas de calor, mantendo a pele do combatente a salvo por até 60 segundos em caso de explosão.

Acessórios

Telas flexíveis de pulso

O exército norte-americano, em parceria com a Universal Display Corporation, exibiu há algum tempo uma tela OLED flexível de 4,3 polegadas e resolução de 320x420 pixels que deverá ser acoplada ao pulso dos militares, podendo exibir uma enorme variedade de informações — funcionando de maneira muito similar a um smartphone.



Rastreando batimentos cardíacos

Um sensor desenvolvido pela DARPA permitirá que os batimentos cardíacos de até uma dezena de pessoas em um raio de 10 metros sejam rastreados. Assim, o dispositivo permitirá que os soldados possam ouvir, literalmente, através de paredes, muros, pisos e portas

Nanochip na cabeça

Essa mesma agência de pesquisa do Departamento de Defesa dos Estados Unidos pensa em implantar nanochips na cabeça de suas tropas para monitorar a saúde dos militares — principalmente as doenças adquiridas ou oriundas dos campos de batalha. Há quem diga que o projeto nada mais é que uma tentativa de iniciar a implantação de chips em todos nós.

Aparelho que localiza sons de tiros

As Forças Armadas dos EUA também estão projetando um equipamento que visa detectar a direção de origem de tiros. Esse dispositivo possibilita que os combatentes deem uma resposta rápida em caso de emboscadas, por exemplo. O mecanismo já foi usado por soldados que atuavam no Afeganistão.





Extras

Como você deve imaginar, o desenvolvimento de tecnologias no âmbito militar não fica apenas em acessórios e utilidades para os uniformes dos soldados. Abaixo, você confere uma lista de aparelhos e máquinas que podem fazer a diferença durante uma guerra.


Uma máquina que produz glóbulos vermelhos, os quais são responsáveis por transportar oxigênio aos tecidos orgânicos. Com isso, os combatentes podem prolongar suas vidas por algum tempo em caso de ferimentos graves;

Exoesqueletos devem ser estruturas amplamente usadas para potencializar a força e a resistência dos soldados;


Miniveículo aéreo controlado remotamente possui mecanismos para checar radiação e verificar se a passagem dos militares é segura.

Fonte: TecMundo

quarta-feira, junho 05, 2013

O Princípio de José e a Crise Econômica

Autor: Carl Teichrib, Forcing Change.

Reina a confusão. A perplexidade na economia parece ser a marca registrada dos tempos atuais.
Os bancos parecem não saber o que fazer; os governos oferecem pacotes de estímulo que não produzem os resultados esperados; por toda a parte planejadores e consultores financeiros proclamam que "as coisas vão melhorar", mas a cada semana que passa a situação piora. No fundo todos sabem que se os mercados se desorganizarem e as moedas se enfraquecerem na confusão, um monstro brutal — o caos — aparecerá e crescerá de forma desmedida enquanto a casa financeira pega fogo.


Observando os mercados e pensando nas possibilidades, duas frases entrelaçadas imediatamente vêm à mente: "Ordo ab Chao" e "Crise Equivale a uma Oportunidade".

Ordo ab Chao é a frase em latim que é a divisa do Grau 33 na Maçonaria. [1]. A frase significa "Ordem a Partir do Caos". Essa frase retrata uma mensagem simples. A partir do caos da crise extrema virá um tempo em que tudo será refeito e a ordem será restaurada. Mas, o que você precisa compreender é que o fato de a ordem ser reestabelecida não significa que o mundo será o mesmo que era antes da catástrofe. Não será e nem pode ser.

Quem já perdeu sua casa em um incêndio sabe que eventualmente a ordem retorna à sua vida. Entretanto, seu mundo muda para sempre; ele não será mais como era antes daquele dia fatídico. Da mesma forma, à medida que nossa casa financeira global começa a pegar fogo de forma bem lenta (em minha estimativa estamos apenas nos estágios iniciais), um novo edifício será criado após a conflagração terminar. Mas, não será a mesma estrutura.

Algo mais precisa ser considerado: a casa não precisa ser totalmente destruída. Em algum ponto durante o fogo, a casa pode ser fechada por um breve período de tempo. Depois, enquanto o mundo aguarda com a respiração suspensa, um novo edifício pode ser apresentado atrás da fumaça. Em seu desejo por segurança, o mundo abandonará a casa antiga e fugirá para a nova estrutura, que tem o aspecto de ser mais segura.

Isto é possível? Lembre-se, "Crise Equivale a uma Oportunidade" e "A Ordem Aparecerá Após o Caos".

Sem dúvida, esta atual crise econômica — e o caos que virá — apresentarão aos indivíduos e organizações oportunidades que de outra forma nunca seriam procuradas em tempos de normalidade. É difícil não esperar qualquer coisa diferente. Afinal, os bombeiros, que estão agora tentando extinguir as chamas são os mesmos homens que iniciaram o incêndio.

A manipulação das calamidades, sejam elas naturais ou criadas pelo próprio homem, para recriar uma sociedade ou nação não é algo novo. Esse tipo de ação pode ser rastreada até os tempos bíblicos.

Antes de prosseguir, quero observar o seguinte: reconheço que para muitos, o personagem bíblico que usarei como exemplo é frequentemente visto como um homem íntegro. De fato, ele tem historicamente sido reconhecido como um homem honrado e até como uma prefiguração do Messias. Entretanto, dois fatos precisam ser considerados. Primeiro, a Bíblia não aprova nem condena as táticas usadas por esse indivíduo; ela apenas descreve a situação que aconteceu. Segundo, o indivíduo em questão era humano em todos os sentidos. Isto é, ele fez coisas em sua vida que foram louváveis e profanas, admiráveis e desprezíveis, benevolentes e dúbias.

Como sei isto, tendo em vista que a Bíblia nunca menciona diretamente qualquer uma de suas imperfeições? Simples: ele era um homem.

José, o herói da última seção do Gênesis, fornece um exemplo impressionante do uso da "economia da crise" para transformar toda uma nação. É interessante que os estudantes da Bíblia sempre negligenciaram as táticas políticas de alavancagem da moeda utilizadas por José — um instrumento utilizado para alterar uma cultura e, ao mesmo tempo, consolidar a riqueza nas mãos de uma elite governante. Como este é o exemplo mais antigo que já encontrei sobre a manipulação monetária para a obtenção do poder, chamei isto de "O Princípio de José". Vejamos a passagem em Gênesis 47:13-26:

13. E não havia pão em toda a terra, porque a fome era muito grave; de modo que a terra do Egito e a terra de Canaã desfaleciam por causa da fome.

14. Então José recolheu todo o dinheiro que se achou na terra do Egito, e na terra de Canaã, pelo trigo que compravam; e José trouxe o dinheiro à casa de Faraó.

15. Acabando-se, pois, o dinheiro da terra do Egito, e da terra de Canaã, vieram todos os egípcios a José, dizendo: Dá-nos pão; por que morreremos em tua presença? porquanto o dinheiro nos falta.

16. E José disse: Dai o vosso gado, e eu vo-lo darei por vosso gado, se falta o dinheiro.

17. Então trouxeram o seu gado a José; e José deu-lhes pão em troca de cavalos, e das ovelhas, e das vacas e dos jumentos; e os sustentou de pão aquele ano por todo o seu gado.

18. E acabado aquele ano, vieram a ele no segundo ano e disseram-lhe: Não ocultaremos ao meu senhor que o dinheiro acabou; e meu senhor possui os animais, e nenhuma outra coisa nos ficou diante de meu senhor, senão o nosso corpo e a nossa terra;

19. Por que morreremos diante dos teus olhos, tanto nós como a nossa terra? Compra-nos a nós e a nossa terra por pão, e nós e a nossa terra seremos servos de Faraó; e dá-nos semente, para que vivamos, e não morramos, e a terra não se desole.

20. Assim José comprou toda a terra do Egito para Faraó, porque os egípcios venderam cada um o seu campo, porquanto a fome prevaleceu sobre eles; e a terra ficou sendo de Faraó.

21. E, quanto ao povo, fê-lo passar às cidades, desde uma extremidade da terra do Egito até a outra extremidade.

22. Somente a terra dos sacerdotes não a comprou, porquanto os sacerdotes tinham porção de Faraó, e eles comiam a sua porção que Faraó lhes tinha dado; por isso não venderam a sua terra.

23. Então disse José ao povo: Eis que hoje tenho comprado a vós e a vossa terra para Faraó; eis aí tendes semente para vós, para que semeeis a terra.

24. Há de ser, porém, que das colheitas dareis o quinto a Faraó, e as quatro partes serão vossas, para semente do campo, e para o vosso mantimento, e dos que estão nas vossas casas, e para que comam vossos filhos.

25. E disseram: A vida nos tens dado; achemos graça aos olhos de meu senhor, e seremos servos de Faraó.

26. José, pois, estabeleceu isto por estatuto, até ao dia de hoje, sobre a terra do Egito, que Faraó tirasse o quinto; só a terra dos sacerdotes não ficou sendo de Faraó.

José, o segundo em comando no Egito dos Faraós, advertido a respeito de uma fome vindoura, preparou estoques de grãos para alimentar o povo durante a crise. Quando a fome chegou ao país, o povo foi até José para comprar mantimento. Uma transação simples foi efetuada: os cidadãos usaram a moeda nacional para comprar o trigo.

Nos versos 14 e 15 vemos um acontecimento incomum. Após vender o trigo, José intencionalmente reteve o dinheiro, evitando que ele entrasse em circulação novamente na economia nacional. O resultado foi a catástrofe previsível para a população: crise econômica.

De acordo com a versão Corrigida e Fiel da tradução de João Ferreira de Almeida, "acabou o dinheiro", o Egito experimentou uma deflação intencional, patrocinada pelo governo no meio de uma calamidade natural. O dinheiro sumiu.

Precisando comer para viver, o que os cidadãos fizeram? Eles trouxeram o gado que tinham em troca dos grãos (versos 16-17). Como uma sociedade agrária, o gado representava a base industrial daquele povo. Portanto, colocando esse poder nas mãos do governo, a atividade comercial da população foi efetivamente abolida.

Ao relatar esta série de eventos, algumas pessoas já me perguntaram: "— Por que o povo não abateu e comeu os animais em vez de trocá-los pelos grãos?"

Naquele tempo não existia a refrigeração. Provavelmente, eles poderiam produzir carne de sol e consumi-la durante um período longo de tempo, mas os grãos eram considerados alimentos mais valiosos e estáveis durante um tempo de seca. Agora, o povo não tinha mais dinheiro nem gado e um ano mais tarde a comida comprada também acabou.

Retornando a José, que obviamente tinha o controle dos estoques de grãos, o povo implorou que o líder (Faraó) tomasse suas terras e eles mesmos em troca de mantimentos (versos 18-19). Portanto, a partir de agora a propriedade ficou consolidada sob o poder do Estado e os cidadãos literalmente se transformaram em escravos em seu próprio país (versos 20-21). Na tradução de João Ferreira de Almeida, a linguagem diz que José despovoou as áreas rurais e transportou a população para as cidades. Esta foi uma estratégia magistral de controle da população. (Houve uma migração forçada do campo para as cidades.)

Uma vez que a riqueza da nação ficou consolidada sob o estandarte do Faraó por meio das ações de José — a riqueza monetária, a base industrial, a terra e a produtividade, e o povo como ativo econômico — então José instituiu novos sistemas de produção agrícola e tributário (versos 20-24). Como o povo reagiu? Eles alegremente abriram mão do controle de suas riquezas, de suas propriedades e de si mesmos (abriram mão de suas liberdades) em troca da promessa de segurança oferecida pelo governo.

Tenha em mente que tudo isto teve início com a depreciação do sistema monetário. A manipulação da moeda é considerada o método mais poderoso — depois da guerra — que pode ser usado para reorganizar o fulcro de uma sociedade.

Estou sugerindo que a crise atual será usada como uma alavanca para reestruturar nosso mundo ocidental? Sim, existe uma grande probabilidade a favor disto. Considere o que John Maynard Keynes, considerado o pai da Economia moderna, teve a dizer em 1919:

"Não há um modo mais sutil e mais seguro de derrubar a base existente de uma sociedade do que corroer o valor de sua moeda." – John Maynard Keynes, The Economic Consequences of the Peace, pág. 236.

O modelo econômico de Keynes é o que tem sido usado desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Falando em termos gerais, é a ideia que os governos podem estimular a economia por meio da administração da taxa de juros — o aspecto mais importante do crédito e das dívidas -, dos modelos de tributação e de outros programas de incentivo instituídos pelo Estado. A citação anterior refere-se principalmente às ações inflacionárias, mas a mesma conclusão poderia ser feita com relação à alavancagem deflacionária.Três outras citações vêm à lembrança:

"A grande luta da história tem sido pelo controle sobre o dinheiro. É quase tautológico afirmar que controlar a produção e distribuição de dinheiro é controlar a riqueza, os recursos e a população do mundo." — Jack Weatherford, The History of Money (Crown Publishers, 1997), pág. 246.
"O controle do dinheiro e do crédito atinge o próprio coração da soberania nacional." — A. W. Clausen [então presidente do Bank of America], em uma entrevista em 1979 para o Freeman Digest, "Bancos Internacionais", pág. 21.
"... novos sistemas políticos e econômicos abrangentes envolvendo duas ou mais nações sempre aparecem em consequência de uma conquista ou de uma crise comum..." – A. W. Clausen, Freeman Digest, "Bancos Internacionais", pág. 23.

Os vínculos entre crise econômica e transformação não podem ser ignorados.

Em meados dos anos 1970s, uma "nova ordem econômica internacional" [2] foi proposta à luz dos crescentes custos da energia, dos desequilíbrios cambiais mundiais e outros abalos na economia global. O objetivo deste movimento — que teve origem na Argélia e encontrou suporte no Grupo dos Países Não Alinhados [3] — era transformar o sistema financeiro mundial, de orientação ocidental e capitalista, para um modelo de estilo mais socialista.

O Clube de Roma, um grupo de elite formado por líderes eminentes, também apoiou esse esforço. Em 1976, ele descreveu como seria essa "nova ordem econômica internacional". De acordo com o Clube de Roma, a composição social, política, cultural e econômica do mundo precisava ser realinhada sob um abrangente sistema de gestão internacional. Isto incluía a promoção da integração monetária regional, a criação de uma agência do Tesouro Mundial, e poderes de tributação mundial — tudo com o objetivo de progredir "rumo a um sistema monetário em escala global". [4].

Como os cidadãos viriam a aceitar essas transformações radicais? O Clube de Roma compreendeu o mecanismo histórico necessário: crises. [5].

Embora essa "nova ordem econômica internacional" proposta tenha se desintegrado devido às lutas nacionais internas entre os países que apoiavam a agenda (entre outros fatores), o princípio da "crise econômica e transformação" nunca desapareceu. Avancemos agora rapidamente para um ano depois da famosa quebra no mercado de ações em 1987.

Em 9 de janeiro de 1988, a revista The Economist publicou uma matéria de capa sobre a proposta de uma moeda internacional chamada Fênix. Como a mítica ave que se levanta das cinzas da destruição, essa moeda internacional emergiria do caos provocado por uma crise. Como a matéria observou, seriam necessários "várias grandes perturbações na taxa de câmbio, mais algumas quebras no mercado de ações e provavelmente um ou dois colapsos para que os políticos aceitem a Fênix e entreguem o controle monetário para uma autoridade mais alta". A revista até mesmo sugeriu uma data para início: 2018. [6].

Procurando colocar freios na má gestão monetária por parte dos governos, um problema que parece ser uma praga em todos os países, o artigo sugeria uma reorganização radical: com a Fênix, a tomada de decisão no nível nacional não existiria mais após o estabelecimento de um Banco Central Mundial:

"Não haveria mais, por exemplo, esta história de uma política monetária nacional. O suprimento da moeda Fênix seria fixado por um novo Banco Central, criado talvez, a partir do Fundo Monetário Internacional. A taxa de inflação mundial — e, portanto, dentro de margens estreitas, cada taxa de inflação nacional — estaria sob sua responsabilidade. Cada país poderia usar a tributação e os gastos públicos para compensar as quedas temporárias na demanda, mas teria de tomar empréstimos em vez de imprimir dinheiro para financiar seu déficit orçamentário. Sem poderem recorrer ao tributo da inflação, os governos e seus credores seriam forçados a julgarem seus planos de tomarem e oferecerem empréstimos de forma mais cuidadosa do que fazem hoje. Isto significa uma grande perda de soberania econômica, mas de qualquer forma, as tendências que tornam a Fênix tão atraente já estão tirando essa soberania." [7].

Mais recentemente, Robert Mundell — o "pai do Euro" — tem viajado por todo o mundo e participado de conferências sobre a criação de uma nova moeda internacional, chamada de DEY, uma combinação do dólar americano, com o euro e o iene. A crise, Mundell já observou, abrirá a porta.

"A reforma monetária internacional normalmente se torna possível somente em resposta a uma necessidade sentida e à ameaça de uma crise global." [8].

Esse ganhador do Prêmio Nobel também apontou seu dedo para o possível evento de gatilho, dizendo que "a crise global teria de envolver o dólar", e que uma moeda mundial seria vista como "uma contingência" para um desastre global do dólar. [9].

Benn Steil, diretor de Economia Internacional no Conselho das Relações Internacionais (o CFR), sugeriu a recriação do sistema financeiro mundial em torno de três moedas-chaves: o dólar americano, o euro e uma nova unidade monetária asiática. Steil implicou que o fator fundamental para esse acontecimento seria uma grande reestruturação envolvendo o dólar americano. [10].

A crise, em relação às moedas regionais e mundial, já foi enfocada em edições anteriores da Forcing Change. (Veja os artigos "Uma Moeda Comum Para um Mundo Unificado" e"Construindo um Novo Futuro Comum"). Mas, ela precisa ser reiterada aqui. Por quê? Porque hoje, sempre que ligamos o rádio ou a televisão, ouvimos mais discussões sobre a situação de emergência em que se encontram as finanças globais. E crise equivale a uma oportunidade.

Além do óbvio, que riquezas serão perdidas e obtidas diariamente durante esta atual calamidade, alguns aspectos do quadro maior precisam ser considerados rapidamente:

Observe os cenários para as moedas regionais e mundial se tornarem cada vez mais aceitáveis. Isto provavelmente será mais evidente nos círculos acadêmicos e estritamente focados nas finanças. Entretanto, você pode ver essas ideias aparecerem em alguns editoriais dos jornais e em outros canais de notícias. Na verdade, já podemos observar que os programas sobre finanças e negócios estão começando a enfocar o bloco monetário que está se formando entre os países da região do Golfo Pérsico.


Sugestões para reconstruir a casa financeira internacional. Na verdade, isto já está acontecendo. Considere o seguinte, extraído de um boletim recente de notícias financeiras Bloomberg:
"O primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi disse que os governos poderão fechar os mercados financeiros, pois o congelamento no crédito está derrubando as ações e ameaça provocar uma recessão global."
"Com os títulos dos governos tendo sua pior semana desde os anos 1970s, Berlusconi disse em Nápoles, Itália, que os mercados poderão ser fechados enquanto as autoridades responsáveis pela criação de políticas 'reescrevem as regras das finanças internacionais'."
"As discussões foram reveladas quando os ministros das Finanças e banqueiros centrais dos países do G7 buscavam uma ação conjunta para afastar a crise. Entre as opções: injetar fundos do contribuinte em bancos que sofreram grandes perdas e garantir o empréstimo entre eles e também garantir seus depósitos."
"Não fazer nada não é uma opção neste estágio', disse o presidente do Bundesbank, Axel Weber, aos repórteres em Washington. A ministra francesa das Finanças Christine Lagarde disse que 'uma base coordenada é o único modo de reagirmos diante da situação'."
"Cortes sem precedentes na taxa de juros e os socorros financeiros dados aos bancos não conseguiram acalmar os mercados, colocando as autoridades sob pressão para puxarem mais algumas alavancas de políticas econômicas hoje, ou correrem o risco de exacerbarem a agitação financeira e econômica."
"A gravidade da situação atual está entrando na mente das autoridades', disse Charles Diebel, estrategista em operações de câmbio com moedas europeias no conglomerado financeiro Nomura International PLC, em Londres. 'Chegou a hora de trocar a pia da cozinha, pois lançar tudo nela é que causou o problema e é nessa escala de gravidade que o choque e o tremor romperão o ciclo do medo'." [11].

Mantenha seus olhos na Ásia, especialmente na China e na Índia, bem como na América do Sul e na região do Golfo Pérsico. À medida que a riqueza e o poderio econômico diminuírem nos mercados da América do Norte, outras partes do mundo com populações mais vibrantes crescerão em poder.

Notas Finais:

1. Albert G. Mackey, An Encyclopædia of Freemasonry, Volume 2, (Masonic History Company, 1917), pág. 537.

2. Philip C. Bom, The Coming Century of Commonism: The Beauty and the Beast of Global Governance (Policy Books, 1992), págs. 27-53.

3. Veja Reshaping the International Order: A Report to the Club of Rome (E. P. Dutton, 1976), pág. 4. A crise do petróleo e o papel da OPEP na defesa dos direitos do Terceiro Mundo foram monumentais na definição do cenário para este movimento. Para saber mais sobre esse acontecimento, veja Jean-Jacques Servan-Schreiber, The World Challenge (Simon and Schuster, 1980).4. Idem, págs. 126-134.

5. Idem, pág. 110.

6. Matéria de capa, "Get Ready for the Phoenix", The Economist, 9 de janeiro de 1988.

7. Idem.

8. Robert Mundell, "Uma Década Depois: Novas Responsabilidades da Ásia no Sistema Monetário Internacional", apresentação feita em Seul, Coreia do Sul, 2-3 de maio de 2007.

9. Idem.

10. Benn Steil, "The End of National Currency", Foreign Affairs, edição de maio/junho de 2007.

11. "Berlusconi Says Markets May Be Shut; G-7 Seeks United Remedy", Bloomberg.com, 10 de outubro de 2008.

domingo, junho 02, 2013

China, Índia e Paquistão aumentam arsenal nuclear

Três países que possuem a arma atómica, China, Índia e Paquistão, aumentaram o seu arsenal nuclear, enquanto os cinco restantes reduziram-no ou mantiveram-no, segundo um relatório do Instituto Internacional de Investigação sobre a Paz de Estocolmo (SIPRI). 

A China possui atualmente 250 ogivas nucleares contra 240 em 2012, o Paquistão tem 100 a 120 contra 90 a 110 e a Índia 90 a 110 contra 80 a 100, indica o relatório, segundo a agência France Presse. 

Esta corrida ao armamento é particularmente preocupante dado o SIPRI considerar "frágil" a paz na Ásia, tendo em conta a "tensão crescente desde 2008", entre a Índia e o Paquistão, entre as duas Coreias ou entre a China e o Japão. 

Os países que reduziram o seu arsenal são os signatários do tratado de desarmamento nuclear START, a Rússia (atualmente com 8.500 ogivas) e os Estados Unidos (7.700). 

A França (300 ogivas), o Reino Unido (225) e Israel (80) mantiveram o arsenal. 

O SIPRI admite que aqueles números são estimativas, mais ou menos fiáveis consoantes os países. A China, por exemplo, mantém uma opacidade total, enquanto a Rússia é cada vez menos transparente. 

O Instituto presume que a Coreia do Norte e o Irão ainda não conseguiram obter a arma atómica.