Doze das 27 dioceses da Igreja Católica da Alemanha possuem 24% das ações da Publishing Group Weltbild. Isso significa que elas vinham se beneficiando dos lucros da editora com a venda de livros como "Vagabundas" e "A Prostituta do Advogado", de conteúdo pornográfico, além dos de temas esotéricos, magias e satânicos.

A Weltbild é uma das maiores editoras da Alemanha. Por seu catálogo passaram mais de 2.500 livros, entre os quais o best-seller de Dan Brown "O Código da Vinci", que tem sido muito criticado pelos católicos. O faturamento anual da editora é de € 1,6 bilhão, cerca R$ 3,6 bilhões.
Esse faturamento explica por que as dioceses se mantiveram tanto tempo como sócias de uma editora com interesses seculares tão diversos.
Não podem, mas o fizeram por mais de uma década.
A repercussão do caso das ações reforça a desmoralização da Igreja Católica na Alemanha, onde houve em 2010 uma avalanche de denúncias contra mais de 100 padres pedófilos. Por conta disso, só naquele ano cerca de 25 mil fiéis se afastaram da diocese que foi dirigida pelo cardeal Joseph Ratzinger, que se tornaria o papa Bento 16.
"Ai do mundo por causa dos escândalos; porque é mister que venham os escândalos; mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!" (Mateus c. 18, v. 7).
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